O candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, começa a inaugurar os comitês de campanha este mês. Dia 16, ele abre o comitê de Vitória (ES); dia 23, o de Belém (PA), e dia 28, o escritório de campanha de São Paulo. Entre os dias 16 e 28, Ciro terá uma reunião com um comitê de artistas, no Rio, onde pedirá apoio para a candidatura.
O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE), disse que até março o candidato do partido vai inaugurar comitês em todos os Estados, além de participar de debates com estudantes e entidades sindicais de patrões e de empregados. Freire afirmou que não é impossível - ‘‘porque em política tudo é possível’’ -, mas é muito difícil uma aliança do PPS com o PT de Luiz Inácio Lula da Silva. Disse ainda que é quase impossível uma coligação que preste algum tipo de apoio a Sepúlveda Pertence, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que poderá ser candidato pelo PSB.
‘‘Admiro o Sepúlveda Pertence como jurista, mas acho que ele não é a solução política para o País’’, disse Freire. Para o senador, lutar pelo nome de Pertence é renegar lideranças políticas existentes no País. ‘‘Posso discordar hoje do Lula, mas ninguém vai contestar a liderança política que ele exerce no País’’, disse Freire. ‘‘Transformar Sepúlveda Pertence em político é negar os nomes que existem no Brasil e que têm condição de enfrentar Fernando Henrique.
‘‘As dificuldades de uma aliança de Ciro com Lula são muito grandes porque a linha política de cada um segue rumos diferentes’’, disse Roberto Freire. Lula critica Ciro sempre que pode, e costuma dizer que o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda é igual a Fernando Henrique porque defende as reformas do Estado. Freire disse que o PPS é o único partido de esquerda defensor, efetivamente, da reforma do Estado e que o PT de Lula insiste em uma linha de ‘‘equívocos’’.

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