Fortaleza Depois de ter sido abandonado publicamente nos últimos dias pelos líderes dos partidos da Frente Trabalhista PPS, PTB e PDT , ontem o candidato a presidente Ciro Gomes (PPS) foi criticado pelo seu padrinho político e ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB). Ele atribuiu a vertiginosa queda de Ciro nas pesquisas de intenção de voto à falta de estrutura e de profissionalismo da sua campanha.
Gereissati culpou ainda o próprio Ciro de, com seu comportamento destemperado, ''ter metido os pés pelas mãos'' e de ter dado muita munição aos adversários. ''Ele (Ciro) pensou o que? Que ia ser candidato à Presidência e ninguém iria atacá-lo?'', confidenciou o ex-governador a amigos.
Gereissati é adepto da tese de que Ciro foi muito bombardeado ao longo da campanha, mas critica o seu afilhado político por ter falado ''um monte de bobagens''. ''O Tasso está frustrado porque o Ciro estava perto de chegar à Presidência e jogou tudo fora'', resumiu um aliado do ex-governador.
''Em um momento como este todos ficam muito sensíveis. Mas o Ciro não pode cobrar nada do Tasso'', observou um outro interlocutor do tucano. O ex-governador funcionou como uma espécie de ''fiador nacional'' da candidatura de Ciro, em oposição a candidato José Serra (PSDB).
Gereissati teve seu nome até ventilado como possível ministro da Fazenda de um eventual governo do candidato da Frente Trabalhista. ''Ele tentou fazer de tudo para profissionalizar a campanha presidencial de Ciro, mas não conseguiu'', comentou um amigo do tucano cearence. ''Mas tudo foi em vão. Ciro Gomes manteve uma estrutura amadora e ficou cercado de familiares e antigos assessores, que permaneceram ditando os rumos e dando as ordens''.

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