Pindamonhangaba - O candidato a presidente pelo PPS, Ciro Gomes, se apresentou, ontem, durante a convenção nacional do partido, em Pindamonhangaba (SP), como o candidato que não oferece riscos à ruptura do País com o mercado internacional. Para superar o atual problema, ele propõe ‘‘construir caminhos, como a reforma tributária, a mudança na previdência social e a eliminação dos rombos das contas externas’’.
Ciro citou, diversas vezes, o terrorismo colocado por especuladores estrangeiros que querem proteger a campanha do candidato José Serra, do PSDB, dizendo que a derrota do candidato da situação levaria o Brasil ao caos. ‘‘Nós temos que repudiar essas colocações terroristas de especuladores estrangeiros. E quem tem a melhor proposta somos nós’’.
Para Ciro, a proposta do presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, de um pacto pela estabilidade do País, é a única maneira de garantir a liberdade de cada eleitor. E aproveitou a situação atual do mercado para alfinetar o adversário José Serra. ‘‘Eu lamento que o candidato do governo, que não tem a simpatia do povo, esteja apelando para a ignorância e obrigando as pessoas a votarem nele por medo do caos País, com relação ao mercado financeiro.’’
Questionado se a vitória de Ciro Gomes apresentaria riscos aos negócios do Brasil, o presidente do PDT, Leonel Brizola afirmou que ‘‘a questão do risco, levantada por especuladores, é por causa do PT, uma espécie de pequena burguesia radicalizada’’.
Durante a homologação da candidatura de Ciro Gomes, as lideranças dos partidos coligados fizeram questão de não dar crédito às últimas pesquisas eleitorais para presidente. O candidato afirmou que não presta atenção em pesquisas por que são feitas na ‘‘tentativa de manipular a opinião pública’’.
Para Brizola, todos os brasileiros devem duvidar das pesquisas porque são instrumentos de propaganda. E arriscou um palpite: ‘‘Eu acho que Lula vai começar a cair e o segundo turno será entre Ciro e Serra’’. Eles apostam na base política formada pelos partidos.
O partido também deixa claro que a escolha do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, como candidato a vice-presidente, tem como objetivo agregar votos dos trabalhadores de 1,8 mil sindicatos espalhados pelo País. ‘‘Nós demos o passo certo. Paulinho têm a preferência do povo, é a promessa dos trabalhadores’’ diz Brizola.

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