O pré-candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, voltou a criticar ontem, em Caruaru (PE), a forma como o presidente Fernando Henrique Cardoso escolheu o seu novo ministério. ‘‘O modo como FHC escolheu seu ministério revelou uma total falta de pudor no uso do dinheiro público e do serviço público em favor da obsessiva tese de sua reeleição’’, disse.
Ciro afirmou que a média do novo ministério de FHC ‘‘é medíocre’’. Para ele, o ministro da Justiça, Renan Calheiros, deve ser criticado mais pelo seu ‘‘despreparo’’ do que pelo fato de ter servido ao governo de Fernando Collor de Mello. ‘‘Acho que existe uma certa hipocrisia nessa crítica porque o Luís Eduardo Magalhães, por exemplo, defendeu o Collor até o último momento. O problema do Calheiros é que ele é despreparado’’, disse.
Ciro passou o dia em Caruaru. Pela manhã, ele deu uma entrevista coletiva na qual criticou a forma como FHC vem conduzindo o Plano Real. ‘‘Na verdade, o presidente traiu a expectativa dos que o elegeram’’, disse. Acompanhado do senador pernambucano Roberto Freire (PPS), Ciro passeou pela tradicional feira de artesanatos de Caruaru, considerada a maior do Nordeste, e cruzou com uma marcha de sem-terra organizada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que passava pelo município.
À noite, Ciro deveria assistir ao espetáculo da Paixão de Cristo em Fazenda Nova, (193 km de Recife). Na próxima semana, Ciro deve visitar Petrolina (PE), Juazeiro (BA) e Feira de Santana (BA). Ciro disse que a agenda ‘‘é a única forma’’ de romper com o bloqueio que setores da mídia fazem ao seu nome e divulgar sua mensagem à população. O ex-ministro da Fazenda disse ainda que não alimenta mais nenhuma esperança de alianças formais com outros partidos em torno de seu nome. ‘‘Esse é um assunto que eu não quero mais nem comentar’’, disse.

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