Agência Estado
De Bauru
O ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (foto) afirmou ontem em Bauru (No roeste de São Paulo) que ‘‘o Brasil vive uma equação extraor dinariamente perversa, onde se constata o maior indicador de desemprego da história, onde só na capital paulista já se somam 1,8 milhão de desempregados e onde ocorre a maior depressão da massa de salários da história contemporânea brasileira’’.
Ciro fez estas afirmações em dircurso durante a sessão de filiação dos prefeitos de Bauru, Nilson Costa, e de outras cidades ao PPS. ‘‘A depressão já subtraiu da população trabalhadora todo o ganho de distribuição de renda que a primeira fase do Plano Real lhe trouxe, remetendo o trabalhador ao mesmo estágio do ano de 1983’’, afirmou.
O ex-ministro da Fazenda afirmou que, além de realizar a missão político-partidária, tentará mobilizar a comunidade para a discussão dos problemas nacionais fora da época eleitoral. ‘‘A democracia não pode ser apenas um protocolo formal para dar ao povo, de tempos em tempos, o direito de eleger seus governantes; precisa ser um regime de oportunidades para se afirmar o respeito da sociedade, prestigiando e animando aqueles que trabalham e produzem, onde o homem público faça sua parte e não seja confundido com um ladravaz, um quadrilheiro ou um mistificador mentiroso’’, acentuou.
O pronunciamento foi repleto de comparativos sobre distribuição de renda no exterior e no Brasil, salário mínimo e outros números. Para o ex-governador, a globalização é uma ideologia que os países desenvolvidos criaram para expandir os mercados, e o Brasil, assim como os demais países na mesma situação, carece de medidas e competência para a enfrentar.
Ele reclamou que, em setores nos quais os produtos brasileiros são competitivos, são impostas barreiras alfandegárias, enquanto que as fronteiras permanecem abertas aos importados.

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