O candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, disse que as declarações do ministro da Fazenda, Pedro Malan, de que seriam feitos ajustes fiscais após as eleições revelam que ‘‘um estelionato está sendo urdido’’. ‘‘Não é razoável perguntar agora o que pretendem fazer? , questionou. ‘‘Por que eleição virou condicionante de ajuste fiscal? Ciro disse que a crise econômica russa, a desvalorização da moeda na Venezuela e a queda na Bovespa são sinais da aproximação do ‘‘crash final’’. E ele considera que o Brasil está ‘‘na boca da caçapa’’. Ciro ironizou as declarações de Malan, de que a crise russa não afeta o Brasil. ‘‘As declarações do Malan, na emergência da crise da Ásia, eram rigorosamente as mesmas. Sabe o que ele disse? Disse que essa crise vai beneficiar o Brasil’’, repetiu.
Ciro avalia que, em caso de vitória de FHC na eleição, haverá um ajuste fiscal pesado que trará ‘‘uma recessão brutal’’. Caso o petista Luiz Inácio Lula da Silva ganhe, ‘‘haverá um ataque especulativo brutal, um desfinanciamento das nossas reservas, uma desvalorização selvagem do real, com recessão, juro alto e repique inflacionário’’.
Ciro também criticou a ênfase no combate ao desemprego no programa do horário eleitoral gratuito de FHC. E disse que o presidente está se tornando um demagogo ‘‘de quinta categoria’’. ‘‘Por que o FHC não começa agora a providenciar essa solução do desemprego? Não é uma pergunta razoável? Ele não é o presidente? Por que prometer para o futuro? Por que não começa agora? Pelo menos a atenuar a tendência grave e irreversível de aumentar o desemprego. Já seria de bom tamanho. Eu retiro a minha candidatura e apóio ele’’.

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