Ciro defende que Paraná tenha candidatura própria
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quinta-feira, 17 de maio de 2001
Rosane Henn De Curitiba 
O presidente do Partido Popular Socialista (PPS), ex-ministro Ciro Gomes, defendeu ontem em Curitiba o lançamento de candidatura própria ao governo do Estado nas eleições do próximo ano. E confirmou que o partido tem conversado com representantes de outras siglas para fortalecer a formação de uma aliança nas eleições de 2002. Se houver condições de coalizão e tivermos sustentação política, vamos lançar o nome do atual presidente do PPS no Paraná, Rubens Bueno, à sucessão estadual.
Ele defende alianças com partidos de oposição e assume uma possível composição com o PT, PTB e PDT. Estamos fortalecendo alianças para manter um crescimento sustentável do partido, disse. Apesar da estratégia de fortalecimento da sigla, Ciro Gomes se diz preocupado com um possível inchaço do partido daqui para frente. E garante que não serão aceitas filiações de políticos que tiverem identificação com a ideologia do PPS. Vamos impedir a filiação de quem não tiver comprometimento com a nossa filosofia, assegura.
Ciro Gomes, candidato assumido à Presidência da República, esteve em Curitiba para inaugurar o diretório local do PPS. Mas não quis comentar a possibilidade de ter como seu vice, o senador paranaense Alvaro Dias (PSDB), conforme chegou a ser cogitado. Mais tarde falou sobre a conjuntura nacional a alunos de uma faculdade local.
Na conversa com jornalistas ele defendeu a cassação do mandato dos senadores José Roberto Arruda (DF/sem partido) e Antonio Carlos Magalhães (PFL/BA), envolvidos no escândalo de violação do painel de votações do Senado Federal. Ele acredita que o Conselho de Ética aprove a cassação dos dois parlamentares, mas ressalta que antes que isso ocorra pode haver a renúncia de ambos.
O presidenciável também defende a criação da CPI da Corrupção para investigar denúncias de irregularidades no governo federal. E enumera os principais problemas do governo FHC, que no seu ponto de vista, devem ser investigados. Temos vários escândalos como o Dossiê Cayman, a privatização do Sistema Telebrás, o Caso Eduardo Jorge, e a Sudam e Sudene, que devem ser esclarecidos, disse Ciro Gomes. Na sua opinião, o mandato do presidente do Congresso, Jader Barbalho (PMDB/PA), também deveria ser cassado por causa das denúncias de corrupção.


