São Paulo – O presidenciável Ciro Gomes (PPS), que se considera o nome de maior potencial das oposições, criticou ontem, em São Paulo, a maioria dos outros pré-candidatos. Classificou, por exemplo, o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, de eterno perdedor. O alvo preferido de suas críticas, porém, foi o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo Ciro Gomes é evidente que o presidente Fernando Henrique Cardoso está por trás da pré-candidatura de Raul Julgmann (PMDB). ‘‘Eu tinha respeito pelo Jungmann, mas não tenho mais. Não sei como ele pode se prestar a esse papel subalterno’’, disse, acrescentando que ‘‘isso virou uma questão pessoal. O Jungmann filiou-se ao PMDB há pouquíssimos meses e pensa, como o presidente, que o povo é idiota. Querem desqualificar o processo partidário’’.
O pré-candidato do PPS considera o ministro José Serra um candidato indesejado pelo povo. ‘‘Em 2001, a saúde manteve 111 programas e os investimentos de cada um foram menores do que se investiu em propaganda.’’ De acordo com Ciro, só em publicidade foram gastos R$ 78 milhões, enquanto nenhum dos programas recebeu R$ 70 milhões.
Na avaliação de Ciro Gomes, Lula não tem condições de vencer a eleição deste ano. ‘‘Infelizmente, o Lula foi feito para perder e perpetrar o sistema que aí está. Ele é um candidato totalmente conhecido, preferido por um terço dos eleitores e rejeitado pelo restante. Sou menos conhecido, mas tenho o maior potencial de todos das oposições.’’
No entanto, poupou a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), justificando que ‘‘não temo a Roseana e penso ser bem-vinda sua candidatura. Não vou desqualificá-la ou desmerecê-la. Vamos discutir suas idéias e o povo será o juiz’’.

mockup