Ciro aponta para bloqueio contra sua candidatura
O PPS iniciou sua campanha sem um discurso que o ajude a quebrar a polarização FHC-Lula. Virtualmente ignorado por tucanos e petistas, Ciro Gomes, patinando em terceiro lugar nas pesquisas, com 5% na última sondagem Ibope/Estado/Rede Globo, volta sua artilharia contra a mídia para reclamar de um suposto bloqueio quase total dos meios de comunicação à sua candidatura. E diagnostica: a mídia reforça a disputa PSDB/PT para prejudicá-lo.
Fico, às vezes, rindo, afirma ele, que tem procurado emissoras de rádio e jornais locais. Ciro já visitou mais de 100 cidades, falando a platéias de formadores de opinião, e agora começa a sua campanha de rua, com comícios e caminhadas.
O partido, contudo, enfrenta outros problemas além da suposta falta de mídia. O PPS foi desprezado por legendas tão diferentes como PTB e PV e só conseguiu apoio do PL - que, no Rio, está com o PSDB. Sabíamos que estávamos sendo usados pelo PTB, mas existia um grupo interessante no partido, afirma o deputado Sérgio Arouca.
Na eleição fluminense, o PPS negociou apoio às candidaturas de Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), Anthony Garotinho (PDT) e César Maia (PFL), mas decidiu lançar a candidatura de Lúcia Souto ao governo. Na mesma chapa, concorre a juíza aponsentada Denise Frossard, famosa depois de condenar a cúpula do jogo do bicho à prisão. A magistrada, porém, já manifestou simpatia pela candidatura de Maia, o que irritou o PPS. O candidato a governador da doutora Denise é o César Maia, mas o candidato a senador do César Maia é o Roberto Campos, critica o candidato do PPS a vice-presidente, Roberto Freire (A.E.)





