Cinco vereadores querem a presidência
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terça-feira, 28 de dezembro de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Os 18 vereadores que assumirão a 14 legislatura da Câmara de Londrina no dia 1º de janeiro deverão intensificar nesta semana as articulações em torno da composição das chapas que irão disputar a presidência da Casa. A eleição da Mesa Executiva, composta pelo presidente, vice-presidente e três secretários, é o primeiro ato da nova legislatura, e será realizada após a cerimônia de posse que se inicia às 16h de sábado.
Conforme a Folha apurou, pelo menos cinco vereadores estão no páreo. ''Estou tentando viabilizar a minha candidatura. Acho que neste momento não tem ninguém que conseguiu aglutinar um número suficiente de veredores para se eleger. Ainda tem muita articulação, muito bate-papo e esta é a semana realmente decisiva'', disse o tucano Tercílio Turini, que inicia em janeiro seu quarto mandato. Para o vereador, o grande número de candidatos pode inviabilizar a definição das chapas até o dia da eleição. ''Há também outros fatores. É fundamental o apoio do PT, que tem três vereadores. Quem conseguir articular leva uma vantagem muito grande. A gente tem conversado (com os vereadores petistas). Com certeza eles devem votar unidos e a definição deve ser no transcorrer da semana'', afirmou.
O atual presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), está buscando a reeleição. ''A gente sabe que temos quatro ou cinco candidatos e conforme for afunilando, vão estar fazendo composição. Estou aberto a conversar com alguns vereadores inclusive em relação a própria Mesa. Tenho deixado abertura para que os partidos possam indicar a Mesa para compor a minha chapa'', explicou. Para garantir mais dois anos à frente do Legislativo, Bonilha está trabalhando para conseguir o consenso em torno do seu nome. ''Eu estou trabalhando neste sentido (consenso). As candidaturas são todas legítimas, mas estou colocando o meu nome para uma chapa única, para que a Câmara possa manter a unidade, para que o poder Legislativo não enfraqueça, fique mais forte'', justificou.
Flávio Vedoato (PSC) quer voltar à presidência da Casa, cargo que exerceu em 2000, mas admitiu que poderá abrir mão da candidatura, caso haja um nome de consenso. ''Se for nome de consenso que não seja o meu e se for ajudar a administração, não tem problema nenhum, mas vou brigar até o fim.''
Também estariam articulando a consolidação das candidaturas, os vereadores Jamil Janene (PDT) e Renato Araújo (PP), mas eles não foram localizados pela reportagem.
Para se eleger, a chapa composta por cinco vereadores precisa da maioria simples dos votos.


