Quase metade dos vereadores do município de Sengés (Centro Oriental) tiveram seus diplomas cassados pela Justiça Eleitoral, por prática de "caixa dois". Dos 11 parlamentares, cinco - Antônio Carlos Messias (PPL), Silvio Gaia (PP), João Batista Vaz (PMDB), Márcio Ricardo dos Santos (PMDB) e Lourival de Jesus Antônio (PP) - foram condenados por arrecadação e gastos ilícitos durante a campanha do ano passado.
A condenação também alcança os suplentes Cláudio Alves de Miranda (PPL), Enéias Rodrigues (PSDC), Celso Romualdo dos Santos (PSDC) e Orlando Fernandes (PPL). Além da cassação, a Justiça decretou a inelegibilidade deles por oito anos. Eles podem permanecer no cargo enquanto recorrem.
Eles foram acusados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de movimentação de recursos, sem prestação de contas, por meio de uma empresa da cidade, a "Madeireira Bortoluzze". Segundo o MPE, durante as investigações, foi apreendido um caderno "contendo anotações de valores recebidos pelos candidatos" durante o pleito.
A empresa foi procurada, mas não houve retorno. A FOLHA ligou insistentemente para o presidente da Câmara, João Batista Vaz, mas ele não atendeu o celular. Silvio Gaia não retornou. Os demais parlamentares, segundo a assessoria de imprensa da Câmara, não se manifestariam.

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