Cinco nomes disputam sucessão do delegado
Edson Luiz Agência Estado
Com a saída de João Batista Campelo, o diretor-geral que menos tempo permaneceu à frente da Polícia Federal, já está à disposição do presidente Fernando Henrique Cardoso uma lista de cinco prováveis candidatos ao cargo. Alguns deles, apontados como possíveis substitutos do ex-diretor Vicente Chelotti e preteridos na disputa encerrada há uma semana ressurgem como opção. Eles são os seguintes:
- Zulmar PimentelDelegado lotado na superintendência da PF no DF, é o candidato dos militares. Evangélico, ligado à linha dura da PF, é considerado um profissional de ótima reputação, mas de poucos amigos dentro da instituição. Não seria o nome preferido dentro da PF, onde foi corregedor e ocupou outros cargos. Conta com a simpatia dos procuradores da República, com quem já trabalhou em várias ocasiões.
- Paulo Gustavo Magalhães PintoSuperintendente da PF em Brasília, é bem visto por policiais e delegados. Contra ele não pesam fatos que possam comprometer uma eventual escolha, a não ser a ligação que teria com o senador Romeu Tuma (PFL-SP). Mesmo assim, trabalhou na administração de Vicente Chelotti, com quem teve bom relacionamento. É irmão do coronel Souza Pinto, que foi comandante da Policia Militar no governo petista de Cristóvam Buarque, no DF.
- Arthur Lobo FilhoAtual corregedor-geral da PF, é quem está cuidando dos inquéritos onde há o envolvimento de vários delegados, afastados depois de denúncia do Ministério Público Federal. Seu cargo foi criado pelo ministro da Justiça, Renan Calheiros, que indicou também seu nome para assumí-lo. Tem bons relacionamentos na instituição.
- Marcelo ItagibaDelegado ligado à área de inteligência (chefiou o setor por vários anos), comunicativo, bem relacionado dentro da PF, na área de relações exteriores e até com o Palácio do Planalto, poderia sofrer restrições dos partidos aliados. Itagiba é hoje assessor do ministro da Saúde, José Serra, do PSDB, e deixou a PF depois de ser preterido para o cargo de Coordenador Central Policial (CCP), o segundo na hierarquia da instituição, na administração de Chelotti. Mesmo assim, deixou a PF sem atritos com o ex-diretor.
- Nascimento Alves Paulino Atual coordenador de Planejamento e Modernização da PF, é outro eterno candidato a ser diretor-geral da PF. Seu nome chegou a ser cogitado em outras ocasiões. É bem relacionado dentro da PF e até mesmo no Palácio do Planalto, onde algumas pessoas disseram tê-lo visto quando o nome de Campelo foi anunciado.





