Cinco deputados negam informações sobre nepotismo
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terça-feira, 21 de agosto de 2007
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cinco entre os 54 deputados estaduais não enviaram ao Ministério Público (MP) estadual as informações solicitadas pelos promotores sobre nepotismo. O MP quer saber quais parlamentares empregam parentes no Poder Legislativo.
O prazo venceu no último dia 20. Não enviaram as informações, até o final da tarde de ontem, os deputados Antônio Anibelli (PMDB), Cleiton Kielse (PMDB), Carlos Simões (PTB), Caíto Quintana (PMDB) e o líder governista na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Romanelli disse que não há lei que o obrigue a encaminhar esses dados ao MP.
A Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba informou que está avaliando a documentação enviada pelos deputados e que nos próximos dias deve se pronunciar a respeito.
Em relação ao Poder Executivo, o MP entrou na Justiça para tentar reverter o emprego de parentes na administração estadual. A ação tramita na 1ªVara da Fazenda Pública em Curitiba. No pedido de liminar, o MP requer a demissão dos parentes, que ocupam cargos comissionados aqueles de confiança, que são preenchidos por critérios políticos e não através de concurso público.
O governador Roberto Requião (PMDB) empregou a mulher, Maristela, responsável pelo Museu Oscar Niemeyer; os irmãos Maurício (secretário da Educação) e Eduardo Requião (superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), além dos sobrinhos João Arruda (cargo na Cohapar) e Paikan de Mello e Silva, na TV Educativa.
O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) e os secretários Airton Pisseti (Comunicação Social) e Cláudio Xavier (Saúde) também têm parentes empregados no governo.


