Apucarana, cidade com 110 mil habitantes, terá que escolher entre cinco candidatos qual será o próximo prefeito do município. A história das últimas décadas mostra uma sucessiva troca de poder entre pessoas e famílias que já ocuparam o cargo, tendência que pode se manter ou não este ano. Os 81,2 mil eleitores terão a opção de seguir com o atual prefeito Valter Aparecido Pegorer (PFL), eleger a ex-primeira dama e atual vereadora Lucimar Lunes Scarpelini (PP), o ex-prefeito Luiz Antônio Biacchi (PTN), o ex-ouvidor geral do Ministério da Saúde, o médico Carlos Alberto Gebrin Preto (PPS) ou Ernani Garcia Ferreira (PT), que ainda não ocupou cargo político eletivo, sendo atualmente suplente de vereador. Todos os candidatos apresentarão suas propostas em programas no horário eleitoral gratuito na televisão e rádio.
Ernani Ferreira, 38 anos, e o vice Carlos Humberto da Silva disputam com chapa pura. O candidato petista é operador de máquinas e foi presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná. Ferreira elencou cinco prioridades para o seu governo: investir na saúde, educação, infra-estrutura, emprego e turismo/esporte/lazer. ''Temos as linhas mestras de trabalhar com o orçamento participativo em que a comunidade aponta onde será investido o dinheiro'', observou. O teto com gastos de campanha da chapa é de R$ 200 mil que serão distribuídos em propaganda para a TV e rádio sete minutos diários em cada veículo e material impresso. A campanha terá também visitas de casa em casa.
A ''Coligação do Coração'' (PMDB, PDC, PPS, PRTB, PMN, PRONA, PCdoB, PTdoB) trocou o nome do vice na última sexta-feira. João Batista Cardoso (PMDB) assumiu um cargo na Casa Civil e seu filho, o advogado Petrônio Cardoso (PMDB) ocupou o lugar de vice na chapa do médico Carlos Alberto Gebrin Preto, 36 anos. Preto concorreu a deputado federal nas últimas eleições e ficou como suplente. Durante 17 meses, ocupou o cargo de ouvidor geral do Ministério da Saúde em Brasília, tendo se desincompatibilizado para disputar o pleito. Preto destacou que suas propostas de baseiam na promoção da saúde, educação e geração de renda e emprego permanente. ''É o que a população mais deseja, uma geração de renda e emprego perene e não apenas em caráter eleitoral'', argumentou. Os gastos de campanha têm teto de R$ 250 mil e serão distribuídos na propaganda de rua, de casa a casa, e também nos programas televisivos e de rádio. A coligação tem 11 minutos de exposição diária nessas mídias.
Pegorer, 55 anos, busca o terceiro mandato na aliança ''Viver Apucarana'' (PTB, PFL, PSDC, PTC, PSB, PSDB) tendo seu chefe de gabinete, Antônio Valdemar Garcia (PSDB), como vice. Garcia foi prefeito de Cambé na década de 70. ''Nossa meta principal é consolidar um projedo de educação, fortalecer o setor de economia gerando mais empregos, além de trazer novidades na área da saúde e segurança'', citou Pegorer. Ele observou também que pretende melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município. O teto dos gastos de campanha é de R$ 900 mil que serão gastos principalmente em reuniões com a população e propagandas gratuitas na mídia. ''Se tivermos recursos vamos fazer alguns comícios'', acrescentou. A aliança tem 24 minutos diários na televisão e no rádio.
Vereadora por duas legislaturas, Lucimar Scarpelini, 44 anos, tem o também vereador Aldivino Marques da Cruz Neto (PP) como vice na coligação ''Amo Apucarana'' (PP, PDT, PSL, PAN, PRT). ''Meu nome surgiu com chances eleitorais e também quando fui primeira dama desenvolvi trabalhos sociais'', disse. O marido de Lucimar, Carlos Roberto Scarpelini, foi duas vezes prefeito em Apucarana (1983/1988 e 1997/2000). A candidata é formada em Administração de Empresas e atualmente cursa Direito. ''Temos indicativos de que as prioridades hoje são emprego, educação, área social com atendimento aos adolescentes, segurança e a prioridade máxima é a saúde'', apontou Lucimar. A coligação tem 11 minutos diários para programas na televisão e rádio. O gasto de campanha máximo foi registrado em R$ 500 mil. ''O custo maior é a TV, rádio e trabalho de divulgação impressa'', enumerou a candidata.
Prefeito de 1973 a 1976, Luiz Antônio Biacchi, 63 anos, tenta ocupar o cargo novamente 28 anos depois. Ele tem como vice o professor de música Alexandre José Cazarin, 26 anos, também do PTN. ''Tinha me retirado da vida pública mas o pessoal do partido me procurou e resolvi tentar. Somos oposição aos últimos 28 anos de Apucarana. Apenas dois grupos administraram desde então'', declarou Biacchi. Com R$ 800 mil de teto com gastos de campanha, o candidato do PTN enfatizou que os programa de televisão e rádio serão os mais caros. A legenda tem 4 minutos diários em cada veículo. ''Vamos fazer também pequenos comícios e encerrar com um grande'', acrescentou Biacchi. ''Pretendemos realizar uma mudança administrativa. O problema de saúde aqui é seríssimo e precisa de industrialização'', afirmou Biacchi, elencando suas maiores preocupações caso conquiste a prefeitura.

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