São Paulo - O cientista político Christopher Garman, da Tendências Consultoria Integrada, considerou exagerada a reação do mercado ao efeito Lula. ‘‘Alguns analistas deveriam saber que as pesquisas eleitorais neste primeiro semestre são muito voláteis e que um cenário mais realista só será refletido nas pesquisas a partir do segundo semestre.’’
Para Garman, colocaram ‘‘um teto sociológico’’ em torno de 35% para o pré-candidato do PT à Presidência nessas eleições. Quando este percentual foi superado, a preocupação tomou conta de alguns segmentos. Ele lembra, porém, que o potencial de Lula nessas eleições está na faixa dos 50%, mas que deve sofrer queda no segundo semestre.
O cientista diz que se as atuais alianças forem mantidas, no segundo semestre o candidato do governo, José Serra, terá cerca de 40% do tempo da propaganda eleitoral gratuita e o petista cerca de 17%.

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