Cidades paranaenses fazem ato pró-direitos trabalhistas
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quinta-feira, 29 de junho de 2017
Mariana Franco Ramos e Guilherme Marconi<br> Reportagem Local 
Curitiba Pelo menos dez cidades do Paraná devem participar da greve geral desta sexta-feira (30), deflagrada em todo o País com o objetivo de protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária. A mobilização é convocada pelas centrais sindicais, Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Resistência Democrática e ainda por movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhores Rurais Sem Terra). Estão programados atos em: Araucária (8h30, em frente à prefeitura); Cascavel (8h30, na Unioeste); Curitiba (12h, na Boca Maldita); Foz do Iguaçu (8h, no Bosque Guarani); Guarapuava (8h30, na Praça 9 de Dezembro); Maringá (9h, em frente ao INSS); Paranavaí (9h, em frente à Prefeitura); Ponta Grossa (8h30, em frente à Igreja dos Polacos) e Umuarama (9h, na Praça Santos Dumont). Na pauta, também estão questões como a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas em 2017.
Categorias como bancários, professores da rede pública estadual, técnicos administrativos da UFPR (Universidade Federal do Paraná), petroleiros e metalúrgicos já decidiram cruzar os braços. Na capital, os servidores públicos municipais, que fizeram greve recentemente por conta principalmente da aprovação do ajuste fiscal do prefeito Rafael Greca (PMN), vão engrossar as manifestações. Motoristas e cobradores de ônibus, por sua vez, não vão parar, mas prometem protestar perto das 17 horas, no final do expediente.
MÚSICA DE PROTESTO
Em Londrina, o denominado "Ato público contra a volta da escravidão trabalhista e o fim da previdência social - Fora Temer!" será às 9 horas no Calçadão, em frente ao Banco do Brasil. Os servidores e professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina) decidiram aderir ao protesto. Já motoristas e cobradores não aprovaram adesão à paralisação. Outras categorias que participaram da última greve geral de 28 de abril também não vão paralisar atividades, como os professores da rede pública e particular. No último protesto, a organização divulgou adesão de 15 mil trabalhadores. O coletivo de sindicatos divulgou que haverá apenas um ato público com movimentos sociais e apresentações dos sambistas Braga e o Seo Nelson com músicas de protesto.


