Cidades divergem sobre aumento de vereadores
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
A Câmara Municipal de Maringá manteve ontem o número de vereadores em 15 e rejeitou a possível da redução de 5% para 3,5% do índice da receita corrente líquida repassada pelo município ao Legislativo. Pela emenda constitucional 58/2009, Maringá, cuja população é de 349 mil habitantes, poderia ter até 23 vereadores. Havia um proposta que elevava o número para 21; outra, para 23; e uma terceira que reduzia o número de vagas para nove. Todas foram rejeitadas.
''Foi o clamor popular que fez com que o número de vereadores fosse mantido. Os vereadores receberam muitos apelos de suas bases eleitorais. Alguns vereadroes já haviam defendido o aumento de vags em plenário, mas acabaram voltando atrás e hoje (ontem) votaram pelo número de 15 vagas. Somente quatro vereadores votaram pelo aumento'', declarou o presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa (PMDB). Ele disse que já foi vereador quando Maringá tinha 21 vereadores e, agora, com 15. ''Prefiro o número menor porque é mais fácil para administrar e discutir.''
Sobre a rejeição dos valores repassados à Câmara, Hossokawa disse que o Legislativo gasta entre 2,2% e 3% do valor repassada, mas haveria problemas de ordem legal ao se reduzir o índice. ''Poderíamos ter problemas de ordem legal para pagar o funcionalismo porque não podemos gastar mais de 70% com pessoal.''
Porém, em duas outras grandes cidades - Ponta Grossa (Centro Oriental) e Cascavel (Oeste) - o clamor da população não comoveu os vereadores. A Legislativo cascavelense, segundo a assessoria de imprensa, aprovou projeto elevando as cadeiras de 15 para 21; em Ponta Grossa, a proposta aprovada aumento as vagas de 15 para 23. Assim, essas duas cidades terão mais vereadores que Londrina e Maringá a partir da próxima legislatura, em 2013.
Em Londrina não houve votação, o que significa que o número de vereadores deve ficar em 19. Após pesquisas de opinião rejeitando o aumento e pressão popular, o presidente da Câmara, Gerson Araújo (PSDB), garantiu que o assunto está encerrado. Em Foz do Iguaçu, a quinta maior cidade do estado, a pressão também funcionou e o número foi mantido em 15.
Em Arapongas (Norte), o possível aumento de 11 para 17 vereadores ainda não entrou em votação e em Santo Antonio da Platina (Norte) os vereadores decidiram ontem manter o número de cadeiras em nove. A proposta de elevar as vagas para 13 foi rejeitada por unanimidade em primeira votação. A segunda discussão será no dia 26.
''Muitas cidades já aprovaram o aumento de vagas atendendo pedidos da população por maior representatividade e não haverá aumento de gastos'', disse o presidente da União Paranaense de Vereadores (Uvepar), Bento Batista da Silva, que também é vereador em Juranda, pequeno município que permanece com nove parlamentares. ''A aprovação ocorreu nas cidades onde não houve muito barulho da imprensa.''


