Cidade se une contra a dengue
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sábado, 15 de fevereiro de 2003
Renê Müller<br>Reportagem Local 
Um público pequeno compareceu ao ginásio Moringão na manhã de sábado para cadastrar-se na mobilização de combate à dengue em Londrina. Em sua quase totalidade, apareceram os agentes comunitários de saúde e servidores municipais. Cerca de 550 pessoas foram reunidas no local. E, mesmo tendo um número real de voluntários estimado em 1,2 mil pessoas, Silvio Fernandes, secretário municipal de Saúde, ressaltou ao público do ginásio que o efetivo é insuficiente para combater o Aedes aegypti. Precisamos engajar ainda mais a comunidade para vencer esse combate, ressaltou.
A arquibancada do ginásio serviu como ponto de concentração dos voluntários. Eles foram dividos com base nas 32 áreas de risco em um total de 10 grupos, reunindo nove zonas e a área rural de Londrina. Na própria mobilização, foi iniciada a discussão e explicação das estratégias de combate ao mosquito, que iniciam-se na segunda-feira. Além da força de trabalho humana, o município também solicita contribuição material: quer sensibilizar proprietários de caminhões e carros de som para aderir à mobilização, além da doação de lonas e de sacos plásticos.
A idéia é de que o combate não tenha final de semana ou feriado: os grupos trabalharão continuamente até que a dengue esteja definitivamente controlada. O padre Silvio Andrei, representando o arcebispo dom Albano Cavallin, pediu aos presentes no ginásio que dessem as mãos, na busca de uma união contra a dengue. Saúde para Londrina, saúde para o povo londrinense, o público repetiu com Andrei, que prometeu esforços também junto aos fiéis e paróquias para evitar a epidemia.
Os agentes comunitários de Saúde pareciam dispostos a entrar na luta. Reinaldo Pereira dos Santos, 35 anos, lotado na unidade de Saúde do Jardim do Sul (zona Oeste), diz que, apesar de exercer uma atividade diversa da dos agentes da dengue, o combate à doença já envolve a todos no dia-a-dia. Nós temos contato mais estreito com a população, e estamos atendendo suspeitas de dengue quase que diariamente, disse.
Pelo menos na manhã de ontem, foram raros os voluntários não ligados à administração municipal que compareceram ao Moringão. Um deles foi o jovem Lucas Demétrio Conceição, 15 anos. Ele é submonitor do Grupo Escoteiro Olhos de Águia, localizado no Conjunto São Lourenço (zona Sul). Além de fazer sua prórpia inscrição, Lucas também cadastrou outros 60 escoteiros para realizar o combate aos focos do mosquito na região. Nós estamos preocupados com a doença, e não queremos que vire uma epidemia, justifica o escoteiro.
O secretário de Saúde também lembrou que todos devem incentivar poarentes, amigos, vizinhos e conhecidos a colaborar no combate à dengue. A pessoa que quiser tornar-se voluntária no mutirão contra a doença pode cadastrar-se junto a qualquer uma das 52 unidades de Saúde do município, ligando para o número 0800-4001893, ou mesmo na audiência pública programada para segunda-feira, às 19 horas, na Câmara de Vereadores.


