Cidade do Paraná registra único empate entre Lula e Flávio
Marquinho, no Centro-Sul do Paraná, deu 1.530 votos para Lula (PT) e para Flávio Bolsonaro (PL); outras cidades tiveram resultado apertado
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segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Marquinho, no Centro-Sul do Paraná, deu 1.530 votos para Lula (PT) e para Flávio Bolsonaro (PL); outras cidades tiveram resultado apertado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu uma vantagem expressiva sobre Flávio Bolsonaro (PL), de mais de 4,4 milhões de votos, o que garantiu a reeleição para um inédito quarto mandato, com 51,79% dos votos válidos. Mas, numa pequena cidade do Centro-Sul do Paraná, a disputa terminou empatada.
Trata-se de Marquinho, a 390 quilômetros de Curitiba, que tem população estimada em 4.465 habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e 3.875 pessoas aptas a votar. Foram 3.060 votos válidos na disputa, distribuídos igualmente entre Lula e Flávio: 1.530 votos para cada um.
O município foi mais um em que Lula conseguiu melhorar seu desempenho em relação ao primeiro turno. No dia 4 de outubro, Flávio havia ficado na frente com 1.473 votos, 49,60%; o petista conseguiu o apoio de 1.337 eleitores, 45,02% dos votos válidos.
Em 2022, Lula levou a melhor em Marquinho, com 57,41% dos votos válidos. Foram 1.716 votos para o petista, contra 1.273 para Jair Bolsonaro (PL), uma vantagem de 443 votos. O resultado destoou do registrado no Paraná naquele ano, quando Bolsonaro venceu o segundo turno com 62,40% dos votos válidos.
Em Altamira do Paraná (Centro-Oeste), a diferença foi de apenas um voto: Lula recebeu 1.334 votos e Flávio, 1.333. Ao todo, 196 municípios brasileiros tiveram uma diferença inferior a 100 votos entre os dois candidatos.
O empate exato já havia aparecido no primeiro turno da eleição, mas em outros municípios. Em Trabiju (SP), Lula e Flávio receberam 574 votos cada, enquanto em Crixás do Tocantins (TO) foram 679 votos para cada candidato. Em ambas, o presidente melhorou sua votação no segundo turno e terminou na frente.


Douglas Kuspiosz
Jornalista


