Ainda que não haja uma mobilização entre elas, entidades da sociedade civil londrinense recomendam a presença do cidadão nas galerias da Câmara, na sessão de amanhã, como atitude fiscalizatória necessária sobre os agentes públicos. Ao todo, o Legislativo comporta pelo menos 250 vagas para visitantes.
Para o presidente da Comissão de Administração Pública da subseção regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luís Hasegawa, por exemplo, o ideal é que as oportunidades de acesso sejam as mais democráticas possíveis. ''Geralmente a divulgação desses aspectos é pequena, e são questões cruciais que afetam diretamente o cidadão'', avaliou. Sobre a participação do londrinense no processo, Hasegawa sugere: ''Esse é o momento em que toda a sociedade precisa se engajar. O Ministério Público (MP) não vai conseguir agir sozinho, tampouco se consegue individualmente. Se cada um se doar um pouco, teremos uma sociedade mais honesta. Mas tem que participar e virar o jogo''.
O empresário Rubens Augusto, da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), garantiu que a entidade estará representada na sessão. ''Não se trata necessariamente de tomar uma posição, mas de estar atento e entender como se resolverá uma situação de escândalo que chegou ao ponto em que está a sociedade hoje, cheia de perguntas e de cobranças'', opinou.
O empresário Valter Orsi, do Movimento Mãos Limpas pelo Brasil, não deu certeza sobre a presença de representantes do grupo. E avaliou: ''Vejo uma letargia no cidadão em função do descrédito dele na Justiça, nos exemplos que vêm da Câmara de Deputados. Há um individualismo, e, sem ele, não teríamos políticos irresponsáveis''. (J.G.)

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