Cid Gomes é um desqualificado, diz deputado
Curitiba - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a se referir à polêmica demissão do ex-ministro da Educação Cid Gomes (Pros-CE), que deixou o cargo nesta semana, após pedir que os partidos da base aliada sejam de situação "ou que então larguem o osso". Em rápida conversa com jornalistas na chegada à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, ontem, em Curitiba, o parlamentar chamou Gomes de "desqualificado". "(O ex-ministro) teve o destino que queria ter, ao ser demitido. A Câmara o está processando. E eu não vou bater boca com aquele que se acha inimputável. Ele se acha um indígena. Então efetivamente ali é um caso de processo judicial", afirmou.
Cunha disse ainda que o episódio não deve afetar a relação do PMDB com o Palácio do Planalto. "Nós vivemos um período de crise política, que efetivamente acabará sendo superada na medida em que o diálogo, a articulação política, sejam feitos pelo governo buscando uma reaproximação com a sua base. E isso está ocorrendo."
Por outro lado, o chefe de poder desconversou sobre a possível realização de uma reforma ministerial, estimulada pela saída de Gomes. "Eu sou presidente da Câmara, não partidário nesse momento para falar sobre reforma. Cabe ao Executivo. Ele é quem diz o que fazer ou não com o seu governo."
Já em relação ao pacote anticorrupção apresentado pela presidente Dilma Rousseff (PT), Cunha falou que pretende colocar todas as mensagens que chegarem à Casa em votação, na medida em que estiverem prontas. Entretanto, aproveitou a ocasião para alfinetar a petista. "O governo deu urgência constitucional a dois projetos - um de 2005, que está há dez anos parado na Câmara, e outro de 2011. Se esses projetos fossem tão importantes, poderíamos ter evitado a corrupção que eles dizem que aconteceu e poderíamos não estar discutindo a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras." (M.F.R.)





