Um dia depois de rachaduras aparecerem no prédio da Câmara, ontem foi a vez de as recém-inauguradas estruturas do Fórum Estadual e da Vara de Execuções Penais (VEP), ambas também no Centro Cívico de Londrina, apresentaram de rachaduras decorrentes do excesso de chuvas. Diferentemente do Legislativo, porém, os problemas detectados lá pela construtora que entregou as obras em julho passado, a Abapan, de Cascavel, e por uma equipe de profissionais do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e da Secretaria Estadual de Obras, a estrutura de nenhum dos dois prédios teria sido comprometida.
No Fórum, segundo a equipe de técnicos que vistoriou o local, comandanda pelo chefe do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), Vilmar Mattos, as enxurradas causaram uma espécie de assentamento no solo do piso de entrada, do tipo paver. Segundo Mattos, esse seria um tipo de ''acomodação natural'' em obras novas. Já no prédio da VEP, as rachaduras, mais extensas, se encontram em mureta externa de sustentação próxima a canaletas de escoamento da água.
Segundo o diretor do Fórum, o juiz Mauro Henrique Ticianelli, os reparos serão feitos no final de semana pela construtura responsável pelo projeto. ''Nenhum minuto de atividade será interrompido. O único problema que ainda não sabemos quando será resolvido, mas que técnicos já vieram analisar hoje (ontem), é nossa central telefônica, que não está funcionando'', afirmou. De acordo com Ticianelli, o problema seria o dano em um software da central - situação de solução mais simples, comparou, que as costumeiras queimas de placas da central, cada uma avaliada em cerca de R$ 20 mil. Indagado se algum processo foi prejudicado pela chuva, uma vez que pequenos pontos de alagamento foram notados após o temporal de domingo, Ticianelli respondeu: ''Não, pois estavam em locais adequados. E para quem veio do prédio antigo (do Fórum, onde as infiltrações são comuns), estamos escolados''.

mockup