Curitiba - Há três semanas para as eleições, a campanha eleitoral nas ruas de Curitiba está morna. Quem passa pela Rua XV de Novembro encontra poucas manifestações dos partidos, o que é atípico para esta época. Na manhã de ontem, a chuva espantou alguns cabos eleitorais. Mesmo assim, vale tudo para chamar a atenção dos eleitores. A movimentação envolve desde os tradicionais panfletos (em uma voltinha pela Rua XV a equipe da FOLHA recebeu mais de 10 ''santinhos'') a convites para tomar um chimarrão, pequenas passeatas, apitos, gritos de guerra e até coreografias de axé.
Para o agente de viagens Edson Bandozewski, 58, que já tem seu candidato escolhido e não aceita os materiais distribuídos pelos cabos eleitorais, esta tática não é a mais eficaz. Bandozewski mora e trabalha no centro da cidade e diz que se incomoda com a ''barulheira'' dos carros de som com as músicas dos candidatos. ''Eles acham que vão ganhar votos aqui na XV'', diz.
Além da chuva que caiu na manhã de ontem, outro fator pode justificar a falta de animação dos cabos eleitorais nas ruas: a diferença de 61 pontos entre o primeiro e o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto dos candidatos a prefeito. A última do Ibope, divulgada no dia 10 de setembro, mostra o candidato Beto Richa (PSDB) com 74% das intenções de voto e a segunda colocada, Gleisi Hoffmann (PT), com 13%.

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