Terminou em lágrimas o depoimento do governador de Alagoas, Divaldo Suruagy (PMDB), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Títulos Públicos. Acusado de promover a mais irregular e fraudulenta de todas as operações investigadas pela CPI, envolvendo R$ 400 milhões, Suruagy responsabilizou o Banco Central, o Banco Maxi Divisa e o ex-diretor da Dívida Pública do Município de São Paulo, Wagner Ramos, por todas as fraudes, inclusive a falsificação da assinatura do ex-presidente Fernando Collor num dos documentos do processo. Ele culpou ‘‘a globalização’’ pela ruína das finanças estaduais.
‘‘Assumo a responsabilidade como chefe de Estado que sou, mas não a culpabilidade’’, afirmou, alegando que emitiu os títulos diante do ‘‘estado de necessidade’’ em que encontrou Alagoas, governada por ele pela terceira vez. ‘‘Não há crime quando há estado de necessidade’’, argumentou, lembrando que enfrentou greves no Judiciário e na Polícia, dois atentados com coquetéis molotov e um incêndio na agência de viagens de sua filha. Ao final, chorou, mas não comoveu o relator Roberto Requião (PMDB-PR). Segundo Requião, o governo de Alagoas foi alvo de dezenas de ligações do ex-funcionário da Prefeitura de São Paulo Pedro Neiva.

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