''Jus isperniandi'' ou, em uma tradução mais simples, ''choradeira de político''. Foi dessa forma que a juíza da 42 Zona Eleitoral de Londrina, Oneide Negrão de Freitas, interpretou ontem a exceção de suspeição ingressada contra ela no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), semana passada. A ação foi movida pela coligação Bem Londrina, de Nedson Micheleti (PT).
Oneide falou ontem pela primeira vez sobre o caso e negou que o pedido de um juiz auxiliar no caso, o diretor do Fórum de Londrina, Alberto Júnior Veloso tenha qualquer relação com a iniciativa do PT. O pedido foi feito por Oneide sexta passada, ao TRE, em ofício no qual ela assegura ter respondido que não se afastará do cargo, conforme solicitação dos petistas.
''Quando pedi a ajuda estava com 131 processos tramitando. Só não pedi antes porque achei que fisicamente daria conta, que conseguiria passar algumas noites sem dormir'', comentou. Sobre a resposta à presidência do Tribunal, a juíza declarou ter argumentado que ''estava dentro dos ditames da legislação eleitoral''. No entendimento da Bem Londrina, na ocasião, Oneide estaria desautorizando iniciativas permitidas em agravos aceitos no TRE, como o que permitiu a veiculação do título ''Prefeito Amigo da Criança'' (concedido a Nedson pela Fundação Abrinq) nos programas do horário eleitoral.
A juíza ainda ressaltou que a sobrecarga de trabalho se arrastava desde que assumiu a 42 Zona Eleitoral, em dezembro passado, de forma que no início de setembro pediu afastamento da 5 Vara Criminal, pela qual também responde. ''Agora quero mais é que o TRE julgue essa suspeição'', afirmou. Agora a juíza se dedica apenas à parte logística da eleição, pela 42.
O advogado da Bem Londrina, Gustavo Munhoz, disse ontem à noite que só se pronunciaria sobre o caso após apreciação do TRE, cuja assesoria de imprensa informou em seguida que o processo tramita ''em segredo de justiça''.

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