Rennes, FrançaO presidente francês e candidato à reeleição Jacques Chirac declarou ontem que nenhum debate é possível com o seu adversário no segundo turno do pleito presidencial, referindo-se a um convite para se reunir na televisão com o líder da extrema direita Jean Marie Le Pen. ‘‘Com a intolerância e o ódio, não existe negociação, nem compromisso, nem debate’’.
‘‘Tal como não aceitei no passado uma aliança com a Frente Nacional, fosse qual fosse o preço, não aceitarei um debate com seu representante’’, declarou o presidente em seu primeiro comício na campanha para o segundo turno. ‘‘Não quero que a ignorância, o ódio e o desprezo confisquem esta eleição presidencial. Não quero que a nação francesa ceda ao medo’’, disse.
ReaçãoO líder da extrema-direita Jean-Marie Le Pen (FN) denunciou ontem uma ‘‘lamentável retirada’’, referindo-se à recusa do presidente francês Jacques Chirac a debater com ele na televisão, acrescentando que o presidente-candidato ‘‘tem medo da verdade’’. O debate entre os candidatos ao segundo turno das eleições presidenciais é tradicional, desde 1974.
EuropaJean-Marie Le Pen anunciou ontem que se for eleito chefe de Estado convocará um plebiscito para tirar a França da União Européia, recuperar o franco como moeda nacional e inscrever a ‘‘preferência nacional’’ na Constituição. Le Pen não quis marcar uma data para o plebiscito.
JospinO socialista Lionel Jospin, que dirige o Governo da França desde 1997 e no domigo passado não passou para o segundo turno das eleições presidenciais francesas, participará hoje de seu último Conselho de Ministros, depois de despedir-se ontem de sua equipe de campanha.
Na sua visita à ‘‘Oficina’’ – como batizou o quartel-general de sua fracassada campanha –, Jospin pediu ao Partido Socialista (PS) que se mobilize para as eleições legislativas de junho deste ano. Jospin, que depois de seu histórico fracasso de domingo anunciou que irá se retirar da vida política depois do segundo turno das eleições presidenciais, disse que o PS deve ‘‘encontrar na derrota os recursos para ressurgir’’, e acredita que a esquerda, se se mobilizar, pode vencer as eleições legislativas de 9 e 16 de junho.

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