Chinaglia sinaliza fim da mega-aliança
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domingo, 04 de fevereiro de 2007
Folhapress 
Curitiba - O prefeito de Rebouças (109 km ao norte de União da Vitória), José Amilton Massuqueto (PMDB), foi cassado pelos vereadores do município, na última sexta-feira. A maioria dos nove vereadores aprovaram o relatório da Comissão Processante da Câmara, que pedia a cassação do peemedebista por improbidade administrativa, omissão e negligência. O relatório foi colocado em votação durante uma sessão lotada, que começou às 13h40 e só foi terminar por volta das 23 horas.
Para que o prefeito fosse cassado eram necessários dois terços dos votos, ou seja, seis votos. Na primeira votação, referente à improbidade administrativa, foram 7 votos a 2. Na segunda votação, que tratou dos casos de omissão e negligência, foram 6 votos a 3.
A reportagem ligou para o telefone celular do prefeito cassado na manhã de ontem, mas não obteve retorno. Ele ainda pode recorrer da decisão na Justiça.
Antes de se tornar prefeito, Massuqueto foi vereador da cidade por três mandatos. Quando se elegeu prefeito pela primeira vez, no último pleito, Massuqueto pertencia ao PFL. No comando da administração ficará agora o vice-prefeito, Antônio Oliveira Padilha (PMDB).
A Comissão Processante, presidida pelo vereador petista Juca Andrade e instalada pela Câmara em novembro de 2006, foi criada com base nas informações apuradas pela Comissão Especial de Investigação. As investigações partiram de uma ação que corria no Fórum de Rebouças, em abril do ano passado, a pedido do próprio prefeito. Na ação, ele pedia o bloqueio dos bens e a abertura das contas do seu então secretário de Obras, Ciro Pasternaki. O secretário também foi demitido na mesma época. O prefeito teria alegado ao Fórum que desconfiava de irregularidades praticadas por seu secretário.
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, nas investigações feitas pelos vereadores teriam sido constatadas a participação do ex-secretário de Obras e do prefeito em crimes como dispensa de licitações em obras e fornecimento de combustível a empreiteiras. No caso do prefeito, também teria sido descoberto cerca de R$ 40 mil, sem origem declarada, em sua conta bancária.
Ao serem questionados pelos vereadores, tanto o ex-secretário quanto o prefeito negaram as acusações. A bancada de oposição da Câmara também fez denúncias sobre o caso ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, mas ainda não há decisões.


