Chinaglia quer votar prorrogação na próxima semana
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Renata Giraldi<br>Folhapress 
Brasília - O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), quer votar numa sessão extraordinária, na noite de terça-feira, a votação da proposta que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União (DRU) até 2011. A votação deve entrar noite adentro e acabar de madugada - quando a maioria do eleitorado estará dormindo.
A polêmica proposta precisa passar por duas votações no plenário da Casa, com um intervalo de cinco sessões entre cada uma. A proposta só pode ser aprovada com um mínimo de 308 votos.
Depois de oito horas de debates, a medida foi aprovada por volta das 3h de ontem na comissão especial da Câmara que examinava o assunto. Por 13 votos a 5, o relatório do deputado Antonio Palocci (PT-SP) foi aprovado da forma como queria o governo federal: sem alteração alguma.
O relatório de Palocci define que a alíquota da CPMF continua em 0,38% até 2011. A DRU permite ao governo gastar livremente 20% do que arrecada.
A aprovação da medida deve ocorrer a tempo de ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até 31 de dezembro - quando expira o tempo de vigência das duas contribuições: CPMF e DRU.
Depois da Câmara, a proposta deve ser submetida a mais duas votações no Senado.
Porém, um grupo de senadores de seis partidos diferentes - PMDB, DEM, PSDB, PSB, PSOL e PDT - ameaça fazer uma operação-padrão no Senado, impedindo as votações de interesse do governo.


