PequimAs conversações entre o presidente norte-americano, George W. Bush, e seu colega chinês, Jiang Zemin, ontem em Pequim não renderam a assinatura de um acordo para controlar a proliferação de armamentos, declarou a assessora do mandatário dos EUA para a Segurança Nacional, Condoleeza Rice, aos jornalistas. ‘‘Há uma melhoria nas discussões, mas não há acordo’’, disse.
Os norte-americanos esperavam que o encontro das autoridades levasse a um acordo sobre as vendas de armas chinesas a países como Irã, Iraque e Coréia do Norte que, segundo Bush, fazem parte do ‘‘eixo do mal’’.
Durante a entrevista à imprensa conjunta organizada logo após a reunião, Bush limitou-se a indicar que o governo norte-americano ‘‘espera que a China se oponha energicamente à proliferação de mísseis e de outras técnologias mortíferas’’.
O embaixador dos EUA em Pequim, Clark Randt, declarou no mês passado que a questão da proliferação das armas constituia um dos principais pontos de fricção nas relações americo-chinesas.
Segundo Rice, os Estados Unidos questionam fundamentalmente as regulamentações chinesas no que se refere ao controle das exportações, que a seu ver não são suficientemente coercitivas.
Em uma acordo com Washington, firmado em novembro de 2000, a China se comprometeu a deixar de exportar componentes e mísseis com capacidade nuclear, mas os EUA estimam que a China não respeita em nada o que foi combinado.
ConciliadorBush, que chegou a Pequim exatamente 30 anos depois da histórica reunião de seu predecessor Richard Nixon com Mao Tsé Tung, mostrou-se conciliador desde o princípio, esforçando-se para convencer seus interlocutores sem jamais enfrentá-los em público. Quando chegou ao Grande Palácio do Povo, onde foi recebido pelo presidente chinês Jiang Zemin, o mandatário norte-americano agradeceu seu anfitrião pelo ‘‘forte apoio a nossa guerra contra o terrorismo’’.
O chefe de Estado chinês anunciou que aceitou um convite de Bush para visitar os EUA no outono (boreal), e que seu sucessor designado, o vice-presidente Hu Jintao, também viajará a este país ‘‘em um futuro próximo’’.

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