Chiminazzo Neto diz que ação não consta dos contratos
O diretor regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, disse que as empresas ainda não foram comunicadas formalmente sobre a desapropriação. Mas alertou que esse expediente jurídico não está previsto nos contratos assinados em 1998. A encampação, que foi o caminho escolhido pelo governo estadual para assumir o controle das rodovias terceirizadas em 2003, consta nos contratos, assim como a caducidade, a intervenção e a extinção. ''Nesses contratos, que foram assinados à luz do dia, às vistas do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas e discutidos durante audiências públicas, existem algumas figuras jurídicas pré-estabelecidas, que devem ser respeitadas. A desapropriação não faz parte'', ressaltou.
Chiminazzo defendeu as empresas de pedágio que atuam no Paraná. ''Em seis anos de concessão, efetivamente transformamos as rodovias do Paraná, investindo mais de R$ 1 bilhão, viabilizando o transporte e salvando vidas'', declarou. Ele comentou ainda que as concessões de rodovias são aceitas em vários estados brasileiros e citou que, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, os reajustes recentes superaram 30%. No Paraná, as empresas pleiteiam um aumento médio de 15% nas tarifas. (R.F.)





