O juiz Abel Fernandes Gomes, responsável pelo caso Marka, marcou para 25 de julho o depoimento do ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes, acusado de prevaricação, corrupção passiva e peculato no caso Marka. No mesmo dia serão ouvidos, na Justiça Federal do Rio, outros denunciados no caso, como os ex-dirigentes do FonteCindam Luís Antônio Gonçalves e Roberto Steinfeld.
Os acusados que moram em outros estados serão ouvidos por carta precatória: um juiz federal é designado para os depoimentos. Esse é o caso, por exemplo, de Cláudio Mauch, ex-diretor da área de Fiscalização do Banco Central na época da desvalorização, em janeiro de 1999, que se aposentou e mora em Porto Alegre. Ontem, um dos advogados do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, Antônio Carlos Almeida Castro, disseram que consideram ‘‘nulo’’ o depoimento de quarta-feira de Leila Malafaia, testemunha de acusação no inquérito sobre o caso Marka.
Os advogados do ex-dono do Banco Marka tentaram, sem sucesso adiar os depoimentos marcados para quarta-feira pelo juiz Abel Fernandes Gomes, responsável pelo inquérito que apura irregularidades na desvalorização cambial, ocorridas em janeiro de 1999.
O advogado Almeida Castro disse estar avaliando, com outros colegas que defendem Cacciola, que medidas poderão ser tomadas agora. ‘‘Podemos até vir a entrar com um habeas-corpus por conta da sucessão de ilegalidades, mas isso ainda não foi decidido’’.
Na terça-feira, o juiz Abel Fernandes Gomes classificou de ‘‘estratégia defensiva’’ a decisão dos advogados de Cacciola e contestou a tese da defesa cerceada dos advogados lembrando que eles tiveram um prazo maior para ter acesso aos documentos e apresentar a defesa prévia, que termina só na próxima semana. Além disso, o juiz explicou que como Salvatore Cacciola está preso há um mês, o processo precisa terminar em até 90 dias.

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