Nem Nedson Micheleti (PT) nem Nelton Friedrich (PDT) nem Edgar Bueno (PDT). O ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida (PT) era tido como o nome mais cotado para ser o vice do senador Roberto Requião (PMDB) ao governo do Estado, conforme apurou a Folha.
Até às 21h30 de ontem as longas negociações entre PMDB, PDT e PT não haviam terminado e a previsão era de que a definição só sairia um pouco antes da meia-noite, prazo fatal determinado pela lei eleitoral sobre convenções. PT e PDT inclusive, passaram a madrugada de segunda para ontem discutindo o impasse. Requião também entrou no debate e reuniu-se com os deputados do PT Ângelo Vanhoni e Péricles de Mello. O nome preferido de Requião seria o de Cheida.
As lideranças estariam fechadas em torno do nome do ex-prefeito, mas ainda não tinham conseguido solucionar o impasse criado com a indicação, por consenso, da candidatura do deputado federal Nedson Micheleti. O nome de Micheleti foi tirado no encontro estadual do partido, no dia 21, e defendido pelo ex-prefeito de Londrina. Assumir o lugar de Micheleti causaria um clima de constrangimento que o ex-prefeito não estaria disposto a enfrentar.
‘‘O candidato a vice é o Nedson. Eu sou a deputado’’, disse Cheida à Folha, por telefone, por volta das 21 horas. Ele estava em Londrina, enquanto as negociações ocorriam em Curitiba, com a presença de Micheleti. A Folha tentou vários contatos com o deputado, mas ele não retornou a ligação. Seu celular também passou boa parte da tarde e da noite desligado. Até mesmo o PDT, que brigava pela vaga de vice, toparia abrir mão em nome do ex-prefeito. Caso a chapa se consolide, a vaga do Senado poderia ser do PDT, apesar da natural dificuldade criada com a indicação de Álvaro Dias (PSDB) para o Senado.

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