O candidato derrotado do PMDB à prefeitura de Londrina, ex-prefeito, Luiz Eduardo Cheida, promete anunciar hoje, durante entrevista coletiva, quem irá apoiar neste segundo turno das eleições municipais. O peemedebista, que fez 41.986 votos no primeiro turno, tem mantido suspense e ontem não quis adiantar qual foi a decisão. ‘‘A escolha é da coligação, e não do candidato’’, justificou.
Os partidos que fazem parte da coligação ‘‘Londrina para todos’’ foram PMDB, PTB, PV e PCB. O candidato disse que passou praticamente toda a semana passada conversando com os partidos e com os vereadores eleitos antes de decidir por Nedson Micheletti (PT) ou Barbosa Neto (PDT). ‘‘Optamos pela cautela’’, explicou.
Ainda segundo ele, pesou na escolha do candidato a garantia do cumprimento de pelo menos algumas das propostas apresentadas pela coligação durante a campanha do primeiro turno. ‘‘E também uma certa identidade entre os partidos que compõem as alianças’’, completou.
Sobre as manifestações do senador Roberto Requião (PMDB), dizendo que o partido deveria apoiar Nedson, Cheida respondeu que o diretório local tem autonomia para tomar essa decisão. ‘‘Temos o maior respeito pela posição do senador, mas estamos decidindo com total isenção.’’
A opinião de Requião – que também é presidente do diretório estadual do partido – foi dada na semana passada. De acordo com o senador, não existe outra hipótese para o partido senão apoiar Nedson. Já o presidente do diretório municipal, João Mendonça, informou sexta-feira que o partido ainda aguardava uma manifestação dos petistas antes de se manifestar oficialmente.
O apoio do PMDB encontrava resistência na decisão de Nedson dar mais atenção aos eleitores e colaboradores do que aos partidos. O petista e Cheida chegaram a se encontrar na quinta-feira à noite, mas o acordo acabou não sendo selado. ‘‘Não podemos decidir nada, sequer fomos procurados oficialmente’’, destacou Mendonça. ‘‘É preciso observar a votação que conseguimos, tanto na majoritária como nas proporcionais, foi expressiva. Merecemos respeito’’, cobrou ele.
Com a intenção manifestada por Requião, o candidato petista poderá ter o apoio de todos os demais candidatos derrotados. Na quarta-feira, o grupo liderado por Farage Kouri (PFL) manifestou apoio formal ao PT. O PSDB deve decidir seu apoio ainda hoje, em reunião do diretório. Mas a tendência é de que os tucanos também optem por Nedson, mesmo que seja através de manifestações individuais e não do partido. O próprio candidato derrotado do PSDB, Luiz Carlos Hauly, já descartou apoiar Barbosa Neto (PDT).
Ontem à tarde, o presidente estadual do PDT, Nelton Friedrich, afirmou que a campanha de Barbosa será colocada na rua independentemente de alianças. Para o pedetista, o segundo turno representa a continuidade das eleições de 1º de outubro. Ele afirmou ainda que, como os apoios não modificam o tempo nos horários do rádio e de televisão, não há porque ficar esperando manifestações de partidos. Questionado sobre a manifestação de Requião sobre a preferência pelo petista, Friedrich afirmou que é preciso respeitar as individualidades. ‘‘Temos propostas concretas e um candidato que representa a renovação’’, conformou-se.