Curitiba – A dois dias do início do recesso legislativo, a pauta de votações da Assembleia não teve mensagens polêmicas, bem diferente do que foi visto em boa parte do primeiro semestre. Os reajustes de 8,17% propostos para servidores do Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública devem ser sancionados pelo governador Beto Richa (PSDB) nos próximos dias depois das quatro mensagens terem sido aprovadas em redação final na tarde de ontem. Ainda falta ser discutido em redação final a proposta que trata do índice de 3,45% para funcionários da Casa.
Em segunda discussão foi votado e aprovado o projeto sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016 (LDO 2016). A proposta prevê para o próximo ano uma receita total para fixação de despesas de R$ 41,7 bilhões, sendo que a prevista com pessoal é de R$ 15,1 bilhões. Outra matéria que passou em segunda discussão no plenário é o projeto de lei do deputado Anibelli Neto (PMDB), que trata da reserva de acomodação para pessoas com deficiência física em estádios, ginásios esportivos e clubes sociais.
Por outro lado, o projeto de lei nº 283/15, que isenta do pagamento de pedágio pessoas com doenças graves e degenerativas em tratamento de saúde, recebeu três emendas e precisa ser novamente analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que deve ocorrer na manhã de hoje. A matéria é de autoria do deputado Missionário Ricardo Arruda (PSC) e estava em segunda discussão no plenário.
"Não temos nenhum tema polêmico neste final de período legislativo, acredito que vamos encerrar na quarta-feira dentro daquilo que estava previsto. Diante de todo o problema de conflito que vivemos aqui no primeiro semestre, acredito que a AL pode afirmar que teve um resultado positivo, porque participamos ativamente da solução da greve", ressaltou o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB).

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