Curitiba – Mais 17 envolvidos nas investigações da sétima fase da Operação Lava Jato se tornaram réus da Justiça Federal do Paraná na tarde de ontem. Desta vez, o juiz Sérgio Moro acatou mais duas denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal (MPF) que apresenta indícios da prática dos crimes de formação de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro com a participação das empresas Mendes Júnior, UTC Engenharia e Camargo Corrêa. Ao todo já são cinco ações penais que abrigam 36 réus.
Da empresa Mendes Júnior se tornaram réus Sérgio Cunha Mendes (vice-presidente executivo), Ângelo Alves Mendes (vice-presidente), Alberto Elísio Vilaça Gomes (executivo), José Humberto Cruvinel Resende (funcionário) e Rogério Cunha de Oliveira (diretor da Área de Óleo e Gás). Conforme a denúncia, dirigentes da Mendes Júnior assinaram contratos de prestação de serviços com duas empresas (GFD Investimentos e Empreiteira Rigidez) controladas por Youssef, para encobrir o pagamento de propina. "O próprio Sérgio Mendes reconheceu que tal valor se tratava de vantagem indevida paga no âmbito das obras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária", afirmou Moro. "Como álibi, declarou que a Mendes Júnior teria sido vítima de extorsão", completou o juiz.
Da Camargo Corrêa são réus Dalton dos Santos Avancini (presidente); Eduardo Hermelino Leite (vice-presidente) e João Ricardo Auler (presidente do Conselho de Administração). A empreiteira teria usado a Sanko Sider (empresa fornecedora de tubos) para repassar dinheiro a empresas fantasmas de Youssef, viabilizando o pagamento de propinas.
Da empresa UTC Engenharia são citados Ricardo Ribeiro Pessoa (presidente); João de Teive e Argollo (diretor de Novos Negócios) e Sandra Raphael Guimarães (funcionária). Conforme a denúncia, Pessoa seria o responsável por coordenar o funcionamento do cartel de empreiteiras. Além disso, ele e os outros dois funcionários da UTC teriam dissimulado e ocultado um empreendimento imobiliário em Lauro de Freitas (BA), que tinha a GFD, empresa de Youssef, como sócia oculta.
Além dos executivos também se tornaram réus Antônio Carlos Fioravante Pieruccini (advogado que teria recebido propina de Youssef); Mario Lúcio de Oliveira (diretor de agência de viagens ligado a Youssef); Márcio Andrade Bonilho (sócio da Sanko Sider); João Procópio de Almeida Prado (operador das contas de Youssef no exterior); Jayme Alves de Oliveira Filho (subordinado de Youssef) e Adarico Negromonte Filho (subordinado de Youssef).
Nas duas ações penais também são citados Youssef; Paulo Roberto Costa; Waldomiro de Oliveira e Carlos Alberto Costa ("laranjas" de Youssef); e Enivaldo Quadrado (também ligado a Youssef); entretanto, eles já são réus em outras ações desta fase da Lava Jato.

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