Chega a 23 o número de mandados de prisão
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Vinícius Zanin <br>Reportagem Local 
Subiu para 23 o número de mandados de prisão de supostos envolvidos em irregularidades nos termos de parceria firmados entre os institutos Atlântico e Gálatas com a Prefeitura de Londrina para prestação de serviços na área da Saúde.
Ontem foi cumprido o 21º mandado de prisão contra a arquiteta Márcia Bounassar. Segundo o Ministério Público (MP), a acusada teria prestado serviços, até março deste ano, para o Instituto Atlântico, uma das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que estão sendo investigadas pela operação Antissepsia.
Márcia deixou a sede do Gaeco em liberdade no final da tarde acompanhada de sua advogada, Silvia Casella.
''Ela, desde o momento em que chegou aqui, demonstrou uma atitude cooperativa e apresentou dados que são interessantes para a acusação. Todas aquelas pessoas que os indicios demosntraram que desapareceram as razões para as prisões, sejam temporárias, ou preventivas, o MP tem concordado com a revogação dessas medidas cautelares'', afirmou o coordenador do Gaeco, promotor Claudio Esteves.
Márcia já esteve envolvida em escândalos na área da saúde no município. Ela trabalhou para a Ciap - Oscip acusada de desviar cerca de R$ 300 milhões de verbas federais, no ano passado.
Outros dois acusados continuam na mira do MP. O publicitário paulista, Ruy Nogueira, teve o seu mandado de prisão decretado na última segunda-feira, e já é considerado foragido da Justiça. Na residência dele, em São Paulo, a polícia apreendeu equipamentos de informática, mas o publicitário não estava em casa.
Nogueira, que trabalhou na campanha de ''terceiro turno'' de Barbosa Neto (PDT), em março de 2009, teria intermediado a contratação do Instituto Atlântico, segundo declarações do ex-conselheiro municipal de saúde, Marcos Ratto.
O outro, que seria o 23º acusado, não teve o seu nome divulgado. ''Há diligências em curso, no sentido de encontrar essa pessoa, mas a gente têm evitado de falar a repeito disso', afirmou Esteves.
Na manhã de ontem prestaram depoimentos André Augusto de Oliveira e Davi Garcia de Assis. Os dois são contadores e teriam prestado consultoria às Oscips acusadas do suposto pagamento de propina. Os acusados não falaram com a imprensa.
Também foi ouvida pelo Gaeco na condição de testemunha, a auxiliar administrativa do setor financeiro do Instituto Atlantico, Critiane Satie. Segundo o advogado que representa a empresa, Alessandro Cogo, ela teria confirmado que ''desconfiava'' que havia irregularidades na prestação de contas do instituto. Cristiane Satie teria dito também, que o acusado, e agora foragido, Ruy Nogueira frequentava a sede do instituto.
''Ela disse que, realmente ele (Ruy Nogueira) esteve na sede da empresa, conversando com o Bruno (Valverde), porém não soube dizer qual era o teor das conversas. Segundo ela, os dois se trancavam na sala sozinhos'', afirmou o advogado.
Foi requerido pelo MP a decretação da prisão preventiva dos irmão Antônio Carlos e Flávio Martins. A prisão temporária dos dois vence hoje. ''Foi feito um requerimento novo, há uma situação ainda pendente de inquirição, então nós estamos avaliando'', revelou o promotor.
ANTISSEPSIA
Confira os nomes dos acusados que ainda permanecem presos ou tiveram a prisão solicitada:
Preventivas
- Fidélis Canguçu
- Joel Tadeu Correa
- Juan Monastério Mattos Dias
- Alessandro Magno Martins
Preventivas solicitadas
- Flávio Martins
- Antonio Carlos Martins
Temporárias
- Ruy Nogueira Netto (ainda não cumprido)
- Nome não revelado
Liberados
- Márcia Bounassar
- Joelma Aparecida da Silva
- Bruno Valverde Chahaira
- Silvio Luz Rodrigues Alves
- Gláucia C. Rodrigues Alves
- Claudecir Lamberti
- Vagner Cecílio da Silva
- Gustavo Politti
- Marcos Rogério Ratto
- André Augusto de Oliveira
- David Garcia de Assis
- Gilberto Lima
- Lucas Modesto
- Admilson Antonio Monarin
- Tiago César Marcello


