Chefe do IAP pode assumir Ippul
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Prefeitura deve anunciar hoje o nome do novo presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), pasta atualmente acumulada pelo secretário municipal de Obras, Nelson Brandão. A administração deve escolher entre o atual chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Carlos Alberto Hirata, ou o ex-presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina na gestão do petista Nedson Micheleti, Cláudio Tedeschi. Conforme a FOLHA apurou, contudo, o chefe do IAP teria recebido o convite oficial do prefeito Barbosa Neto (PDT) já há uma semana.
Tanto Barbosa quanto o secretário de Obras preferiram deixar qualquer manifestação sobre o assunto a cargo do vice-prefeito e chefe de gabinete, José Joaquim Ribeiro. O vice informou que o nome deve ser divulgado hoje e admitiu que Hirata ou Tedeschi são os cotados. ''São duas boas opções; os dois são bons de prosa e têm bons currículos'', definiu.
Ontem à tarde, Hirata estava em reunião no Ippul - mas não confirmou se seria apresentado hoje por Barbosa, ou não. Chefe do IAP desde 2006 e diretor das extintas Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, atual CMTU) e Autarquia Municipal do Meio Ambiente (AMA, atual Sema), na gestão do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Hirata é geógrafo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde leciona a disciplina de Geociências. Se confirmado no posto, ele admite que questões como recursos humanos, materiais e financeiros no Ippul, que este ano completa 16 anos, serão desafios para dar celeridade às demandas de planejamento urbano na cidade. A reportagem levantou que a administração já recebeu uma lista de pouco mais de 20 nomes de funcionários de nível superior que precisariam ser contratados para atuação técnica no instituto.
Ex-presidente do Conselho Municipal de Planejamento Urbano (CMPU), órgão consultivo que teve vários pareceres técnicos rechaçados, na legislatura passada, em projetos de mudança de zoneamento, Hirata diz acreditar em parceria com a casa de leis, a população e o Ippul. ''O papel da Câmara é importante, mas tudo que tecnicamente tem respaldo na legislação vigente é imperativo. Falta à população também, porém, ter maior consciência ao que se propõem as esferas do poder - ou seja, o cidadão tem de acompanhar os atos de seus representantes'', concluiu.


