A defesa do chefe de Gabinete do prefeito Barbosa Neto (PDT), Rogério Lopes Ortega, que está preso há mais de um mês na unidade dois Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) por suposto envolvimento em um esquema de compra de apoio de vereadores, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar revogar a prisão preventiva determinada pela 3 Vara Criminal de Londrina em 1º de maio.
O advogado Maurício Carneiro disse que um dos fundamentos do habeas corpus impetrado ontem no STJ é a demora do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná em julgar o pedido de liberdade. A juíza substituta de 2º Grau, Lilian Romero, negou liminar e a 2 Câmara Criminal ainda não apreciou o mérito. ''Amanhã (hoje) é feriado e a não haverá sessão da 2 Câmara, que somente se reúne às quintas-feiras. Então, meu cliente ficaria ainda pelo menos mais uma semana preso'', explicou o advogado.
Ele também argumenta que a prisão preventiva é ilegal porque, segundo ele, caso seu cliente seja condenado, a pena por corrupção e formação de quadrilha poderia ser cumprida em regime aberto. ''Nem se fosse condenado iria para a prisão.'' Apesar de preso, Rogério Ortega permanece no cargo de secretário, mas sem receber salários.
Também tramita no STJ habeas corpus impetrado pela defesa de Alysson Tobias Carvalho, ex-diretor de Participações da Sercomtel. Esta semana, o advogado Miguel Salih El Kadri protocolou novo pedido de liberdade no TJ, requerendo o mesmo ''benefício'' concedido ao ex-presidente da Sercomtel Roberto Coutinho Mendes. O juiz preferiu afastar Coutinho do cargo a decretar sua prisão preventiva.
A juíza Lilian Romero indeferiu o pedido de Carvalho, argumentando, assim como o juiz da 3 Vara Criminal, que o réu ficou foragido após ter sido revogada liberdade que havia obtido no plantão do TJ. ''O réu se encontra teoricamente foragido, o que evidencia a insuficiência de medidas cautelares diversas da prisão e a imprescindibilidade de sua custódia como forma de garantir a aplicabilidade da lei penal.''
Ainda estão presos o ex-secretário de Governo Marco Cito e o empresário Ludovico Bonato. O vereador Eloir Valença (PHS) também é réu no processo, mas responde em liberdade assim como Coutinho.

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