Brasília - O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Brasil, Lorenzo Peres, criticou ontem a decisão do Morgan Stanley e do Merril Lynch de rebaixar a recomendação da dívida brasileira, baseados nos resultados das pesquisas eleitorais. ‘‘Essa companhia de avaliação de crédito devia ver os fundamentos da economia’’, disse.
Na avaliação de Peres, decisões baseadas em ‘‘especulações, pesquisas sobre como estão se saindo os candidatos, me parecem um pouco prematuras, pouco científicas, digamos’’. Peres afirmou que ‘‘o mercado faz todo tipo de avaliação, mas deveria olhar mais os resultados econômicos.’’ O economista negou-se a tecer comentários sobre a situação da Argentina e o desempenho do novo ministro da Economia, Roberto Lavagna.
A opinião do chefe da missão do FMI a respeito da avaliação da dívida brasileira é exatamente a mesma expressa pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, anteontem.
Malan lembrou que haverá pesquisas de intenção de votos ‘‘quase que diárias’’ até as eleições em outubro e afirmou que o País não pode ser governado com base no vaivém dos levantamentos. Ele lembrou ainda que as pesquisas mostram que a maioria dos brasileiros ainda não está interessada nas eleições.

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