Chávez nega golpe
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de fevereiro de 2002
France Presse 
Caracas O presidente Hugo Chávez afirmou que na Venezuela não há condição para uma guerra civil, um golpe militar, ou que surja um Pinochet, inclusive com 20 ou cem militares ativos se manifestando contra ele nas praças públicas, em declarações exclusivas à AFP na noite de segunda-feira em Caracas. Aqui não há nenhuma possibilidade de que haja um golpe militar que imponha uma ditadura na Venezuela. Os grupos minoritários que sonham com um (Augusto) Pinochet aqui vão ficar apenas no sonho. De nossa força armada é impossível que surja um Pinochet, impossível que surja um tirano, afirmou Chávez.
Eu estive em uma rebelião militar, e ela não se faz em uma praça com mil pessoas. Ela se faz com soldados e com fuzis e com idéias e com vontade e determinação, disse com convicção. Chávez assinalou que a força armada venezuelana não foi formada para tiranizar um povo.
Quais são as circunstâncias para que haja aqui uma ditadura militar, um golpe militar, uma guerra civil? Não, não há condições. Aqui o que vai haver é democracia, mas verdadeira, afirmou.
Os dois oficiais que pediram a renúncia de Chavez se apresentaram aos seus respectivos comandos segunda-feira, que designarão conselhos que vão avaliar sua conduta.
Ultimato
O coronel rebelde da Força Aérea, Pedro Soto, deu ontem um ultimato ao presidente venezuelano Hugo Chávez para que antes do próximo 19 de abril, quando se comemora a independência da Venezuela, deixe de instigar a guerra, a violência e a luta de classes. Soto leu numa coletiva, ontem, uma carta que enviou a Chávez, através do comandante da aviação, general Régulo Anselmi, na qual apresenta várias exigências ao presidente.


