Chávez envia tropas para tomar petroleiros afetados pela greve
Caracas - Um grupo de 30 militares e uma tripulação estrangeira tomou ontem o controle do navio Pilín León, o primeiro petroleiro a aderir à greve que entrou ontem em seu 14º dia. O chefe de máquinas do navio, David Salazar, disse à tevê Globovisión que aparentemente o novo capitão, trazido pelos militares, era indiano.
O Pilín León e outros petroleiros estão ancorados no Lago Maracaibo, 500 quilômetros a oeste de Caracas, impedindo a exportação de petróleo. Um dos advogados da tripulação do navio, José Luis Alcalá, disse que os tripulantes decidiram abandonar o petroleiro, temendo um possível acidente. Os militares abordaram fortemente armados o navio que tem 44 milhões de litros de gasolina. Esta é a segunda abordagem militar sofrida pelo Pilín León. No dia 7 um outro comando da Marinha tentou tomar seu controle, mas foi forçado a sair por causa de um amparo judicial em favor da tripulação.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem a importação de combustível e alimentos para garantir o abastecimento no país. Em seu programa dominical Alô, Presidente, Chávez informou sobre a chegada ao país de um avião Hércules cheio de leite procedente da Colômbia e de dois petroleiros com gasolina das Ilhas Virgens.
A companhia estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) está sendo duramente afetada pela greve. Chávez admitiu que oito milhões de barris de petróleo estão armazenados em depósitos locais, mas assegurou que outros dois milhões foram exportados, apesar da greve, que atinge o quinto maior exportador mundial de petróleo.





