Chávez assegura que o povo reagirá contra novo golpe
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sábado, 22 de junho de 2002
Agência EFE 
Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assegurou ontem que seus compatriotas reagirão se um novo plano golpista tentar derrocá-lo, como aconteceu em abril passado.
É impossível que um golpe de Estado possa derrocar este governo, embora alguns possam tentar, disse Chávez no palácio de Miraflores, residência presidencial, à imprensa estrangeira na Venezuela.
O presidente confirmou o que nos últimos dias foi apontado por meios de comunicação venezuelanos sobre Chávez ter ordenado instalar baterias antiaéreas em lugares estratégicos próximos a Miraflores, com o objetivo de resistir a um eventual ataque aéreo.
Recebemos relatórios, declarou o governante, que acrescentou que por isso reforçamos a segurança aérea e terrestre em torno do palácio, além dos trabalhos de inteligência para abortar qualquer tentativa.
Depois de assegurar que não está assustado com isso, disse que a informação que chegou em seu poder mostrava que algum ex-golpista, que não citou, comentou que estava sendo preparando em algum lugar do Caribe uma ação audaz contra o palácio de Miraflores.
Ele admitiu que há setores que estão desesperados, que passam o dia todo pensando como vão tirar Chávez, mas essa via do golpe é impossível, porque a revolução bolivariana é pacífica, mas não está desarmada.
O presidente venezuelano desprezou que volte a repetir-se uma tentativa de golpe como o de 11 de abril, que o tirou durante 48 horas do poder por um efêmero governo liderado pelo empresário Pedro Carmona.
Me surpreenderam uma vez, mas a segunda não (o farão), enfatizou Chávez.
Agora os bairros (zonas populares de Caracas) estão preparados para descer organizadamente para defender a revolução, não espontaneamente como foi feito em 11 de abril, acrescentou.
Ele mostrou-se condescendente com aqueles setores sociais que mudaram o discurso beligerante contra o governo em busca de fórmulas institucionais para que Chávez se submeta a um referendo revocatório a partir de 19 de agosto de 2003, data em que ele completa metade de seu mandato presidencial.


