MadriO presidente venezuelano Hugo Chávez declarou, em entrevista publicada ontem pelo jornal espanhol El Mundo, que ‘‘não há qualquer possibilidade’’ de um golpe de Estado contra o regime na Venzuela.
‘‘Os militares estão solidamente comprometidos com o processo democrático e têm uma idéia clara de como devem ser as coisas no país’’, assegurou.
A entrevista ao jornal espanhol foi reallizada na segunda-feira, antes do general da Força Aérea venezuelana Román Gómez Ruíz pedir, na noite do mesmo dia, sua demissão, convertendo-se assim no quarto oficial na ativa a fazer isso desde 7 de fevereiro passado.
Para Chávez, a queda de sua popularidade é ‘‘muito relativa’’. Mas reconheceu: ‘‘Em alguns grupos, os ricos e a classe média alta, minha popularidade caiu, mas em outros subiu’’.
RenúnciaO general da força aérea Román Gómez Ruíz pediu segunda-feira a renúncia do presidente Hugo Chávez, tornando-se o quarto oficial militar da ativa a fazer esta exigência desde o dia 7 de fevereiro.
‘‘Senhor presidente Chávez: peço-lhe pelo bem do país e por amor às Forças Armadas que entregue o poder pacificamente e assuma as consequências de seu fracaso. Não cause mais danos ao país’’, disse o general, que é diretor de Transporte Aéreo.
Em seu depoimento, o general Gómez destacou que ‘‘estando investido do cargo e na minha condição de general ativo, fazendo uso de meu direito constitucinal para expressar-me livremente, me sinto na obrigação de expressar minha opinião sobre a grave situação que vive a Venezuela, que se ve afetada pelo recrudecimento do conflito guerrilheiro na Colombia que poderia nos afetar diretamente’’.
‘‘Apóio a forma valente e responsável de todos os profissionais da ativa e da reserva que já expressaram seu descontetamento com as ações do governo por considerar seu dever de cidadão’’, afirmou.
Os outros três militares que pediram a renúncia de Chávez são o coronel da força aérea Pedro Soto, o capitão da Guarda Nacional, Pedro Flores e o almirante Carlos Molina.
Volta aos quartéisOntem, o general de brigada da aviação, Román Gómez Ruiz, o quarto oficial ativo a rebelar-se contra o presidente Hugo Chávez, pediiu aos militares que deixem as funções que exercem em distintos organismos e voltem a seus quartéis.

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