Chapas para prefeito ainda podem mudar
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segunda-feira, 05 de julho de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O fisioterapeuta Edson Kishima (PHS) reafirmou ontem que poderá renunciar a candidatura a vice-prefeito de Nedson Micheleti (PT), na coligação ''Bem Londrina'', formada pelo PT, PL, PSC, PHS, PCdoB, PCB, PTN e PAN. A coligação e as candidaturas de Nedson e Kishima foram registradas ontem na Justiça Eleitoral, último dia para o registro de candidatos às eleições de 3 de outubro.
''Eu estou aguardando. Mantenho o que disse à Folha na quinta-feira. Abro mão (da candidatura) caso o meu partido não entre em um consenso, porque não quero o meu partido dividido'', justificou Kishima, também conhecido como ''Shoyu'', se referindo ao racha entre os diretórios municipal e estadual do PHS. No final de junho, o PHS do Paraná dissolveu o diretório municipal e indicou Kishima para compor a chapa de Nedson. O diretório municipal realizou uma convenção e decidiu pela coligação com o PMN, do candidato a prefeito Félix Ribeiro.
No entanto, a presidente do diretório municipal que teria sido dissolvido pelo estadual, Flávia Romagnoli, também registrou ontem a coligação com o PMN. ''A executiva municipal sequer tinha ficado sabendo da indicação do Shoyu e, posteriomente, quando ele soube que nós não havíamos sido comunicados, que estávamos fora do processo de coligação com o PT, ele também não se sentiu bem e criou toda essa situação'', disse Flávia. ''A executiva estadual está vindo com uma decisão autoritária, de intervenção, de cima para baixo, sem se documentar adequadamente. Não poderíamos aceitar isso'', justificou. ''O juiz terá que decidir entre os documentos apresentados como intervenção e os documentos apresentados por nós como convenção. E ele decidirá quais as candidaturas que homologará.''
Confiante, o presidente do PT de Londrina, Jacks Dias, acredita que Kishima conseguirá reverter o desentendimento dentro do PHS. ''A Justiça deverá ter a decisão (sobre qual convenção terá validade) daqui três dias. A partir daí o Edson vai ter condição de puxar as pessoas para a campanha, de agregar'', afirmou. Ontem, circularam rumores de que o ex-superintendente da Caixa de Previdência dos Servidores Municipais (Caapsml), o cardiologista petista Antônio Furlan, poderia substituir Kishima na chapa de Nedson. A Justiça Eleitoral permite troca de candidatos em casos de renúncia, impugnação ou inelegibilidade até 48 horas antes do pleito.
A coligação ''Londrina Melhor'', formada pelo PSDB, PFL, PSB, PSDC e PTdoB, também poderá ter problemas com a justiça eleitoral. Ontem foram registradas as candidaturas do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) para prefeito e do dentista Éder Pimenta (PSB) para vice. No entanto, o presidente do diretório estadual do PSB, Severino Araújo, disse que deverá pedir a impugnação da candidatura de Pimenta. Araújo defende a candidatura própria em Londrina. ''Estamos preparados para manter a decisão do diretório municipal. É a mais correta. Quem decide o futuro do diretório de Londrina é Londrina'', disse Pimenta. A reportagem tentou entrar em contato com Araújo, mas ele não foi localizado.


