Chapas de vereadores foram readequadas pelos partidos
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quarta-feira, 30 de junho de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
No último dia das convenções, muitos partidos de Londrina readequaram seu quadro de candidatos a vereador devido à decisão do Senado de rejeitar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Câmara dos Deputados, que mantinha as 21 cadeiras no legislativo municipal. Na convenção do PTN e do PAN, que se coligaram na proporcional, alguns candidatos tiveram que renunciar. O partido tinha a chapa completa com 42 vereadores, mas precisou reduzir esse número para 36.
O presidente do PTN, Cícero Agostinho dos Santos, disse que a legenda foi obrigada a eliminar seis candidatos com potencial para acumular entre 800 e mil votos. ''Poderíamos ter até duas cadeiras e agora vamos concorrer com menos gente e a chance é de ter apenas uma cadeira'', lamentou. Santos ainda observou: ''Pegou todo mundo de surpresa porque toda a articulação que a gente tinha em Brasília era que a PEC ia ser aprovada''. De acordo com o presidente do PAN, Clóvis Rodrigues, o fato gerou um pequeno contratempo. ''Essas pessoas que precisaram sair sentiram um certo dissabor, mas o critério para a escolha dos candidatos foi unânime'', afirmou.
A convenção do PSDC acertou a aliança na proporcional com o PFL. Gê Santos destacou que a chapa para vereadores foi eleita por unanimidade. Serão 29 candidatos pelo PSDC e oito pelo PFL. A chapa concorre com 11 mulheres. ''Nossa expectativa é excepcional porque temos uma uniformidade entre os candidatos a vereador e eles terão o segundo melhor tempo de televisão (3 minutos e 38 segundos)'', declarou. Santos observou que a decisão do Senado não atrapalhou porque o partido já estava preparado para a redução.
Mas o PSDC teve outro contratempo. O secretário geral da sigla, Jurandir Jura Pinto Rosa, pediu afastamento do partido até o fim do primeiro turno por não concordar com a coligação firmada. ''Nosso objetivo era sair com candidatura própria e, em última hipótese, indicar o vice''. Jurandir Rosa frisou ainda que seu nome estava à disposição para ocupar a vaga de candidato do partido.
O presidente do partido, Gê Santos, apontou que o partido respeita a vontade dele e argumentou: ''A maioria absoluta concordou com a coligação. Nenhum dos nossos filiados se inscreveu para candidatura própria e por isso optamos pela coligação''. Ele citou ainda que para o cargo de vice era necessário o convite de outra legenda. O presidente ponderou que Jurandir Rosa votou na coligação de ontem e depois entregou a carta solicitando o afastamento.
Apesar de não ter conquistado o posto de vice na chapa com o PT, o PL fechou a aliança com o partido ontem à noite, na convenção. Na proporcional, PHS, PSC e PL disputarão com chapa completa. O presidente o PL, Orlando Bonilha, informou que a legenda sai com 18 postulantes. ''A gente estava com muito mais candidato mas teve que reduzir (devido à PEC), o que trouxe transtorno para alguns candidatos'', afirmou. Bonilha criticou a decisão: ''Quem tem competência para legislar sobre a matéria não fez e deixou para o TSE, que não tem competência para legislar''. Bonilha amenizou que a indicação de Edson Kishima (PHS) para vice na coligação foi de comum acordo entre as siglas.


