Chapão tira chance de Campos seguir na disputa
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de janeiro de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - O PSDB, o PFL e o PMDB descobriram a fórmula regimental para acabar de vez com a candidatura incômoda do tucano Wilson Campos (PSDB-PE) à presidência da Câmara. Com o registro do chapão dos três aliados - que tem no líder do PMDB, Michel Temer (SP), o candidato a presidente - o regimento interno só admite candidato avulso concorrendo aos cargos que couberem a seu partido.
Por este raciocínio, Campos não pode ser candidato a nada. Não lhe é permitido disputar a presidência porque esta vaga é exclusividade de peemedebistas. A primeira secretaria, que o chapão reservou ao PSDB, não pode ser disputada por Campos porque ele já é primeiro secretário e o regimento não admite a reeleição.
A candidatura de Wilson Campos não existe mais, comemorou o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o aliado que quer Temer na presidência para garantir a si próprio a cadeira de líder. A decisão de impugnar uma candidatura é do presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA). Seu antecessor Inocêncio Oliveira (PFL-PE) admitiu a candidatura avulsa de José Genoíno (PT-SP) a presidente, mas deixou o PT de fora do chapão oficial, encabeçado por Luís Eduardo.
áA aliança anti-reeleição que o PT vem fazendo com o PPB do ex-prefeito Paulo Maluf poderá produzir uma chapa de oposição à Mesa da Câmara. Os deputados Humberto Costa (PT-PE) e Marcelo Deda (PT-SE) participaram de uma reunião na noite de quarta-feira com o deputado Prisco Viana (BA), candidato a presidente da Câmara pelo PPB, e se comprometeram a defender, na bancada do partido, a participação petista na chapa.


