Curitiba - A chapa Movimento Democrático de Base, uma das três que disputou a convenção do diretório municipal do PMDB no último domingo, encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) um pedido de impugnação da convenção por abuso de poder econômico. A convenção, onde seria escolhido o novo presidente do partido em Curitiba, continua sub judice. O coordenador da chapa, Luis Antunes Rodrigues, disse que foram cometidas várias ilegalidades durante a convenção e, por isso, a mesma deve ser anulada.
Hoje, Rodrigues entra na Justiça comum com um pedido de impugnação semelhante ao dirigido à Justiça Eleitoral. O movimento quer que a cúpula nacional do PMDB, presidido por Michel Temer, faça nova convenção em Curitiba.
A chapa do Movimento Democrático de Base, encabeçada por Eduardo Fujikawa, na prática dá apoio ao grupo do presidente estadual do partido e pré-candidato a prefeito, deputado federal Gustavo Fruet. O movimento também defende candidatura própria e vê em Gustavo um nome de peso para disputar a sucessão de Cassio Taniguchi (PFL) no ano que vem. Rodrigues explicou que a chapa foi lançada porque eles não concordam com a atual direção do PMDB de Curitiba, comandado por Doático dos Santos, que tenta a reeleição. A ala de Doático dos Santos acredita que o melhor caminho para o PMDB na eleição é fazer uma aliança com o PT, apoiando em Curitiba a pré-candidatura do deputado estadual Angelo Vanhoni (PT). O outro candidato a presidente é o diretor do Detran-PR, Marcelo Almeida, que tem o apoio de Fruet.
Rodrigues fez coro às denúncias de Fruet, de que funcionários do governo do Estado estariam empenhados em pedir votos para a chapa que defende coligação com os petistas. ''O pior pecado é a omissão, não podemos ficar sem fazer nada'', declarou.
O pivô da disputa judicial que congelou a convenção de domingo foi o recadastramento dos filiados, feito por Doático dos Santos. Dos 23 mil filiados até abril, apenas cerca de 4 mil foram considerados como aptos a votar. Gustavo Fruet questionou o recadastramento na Justiça e, na véspera da convenção, conseguiu liminares garantido a todos o direito a voto. Segundo Rodrigues, outra irregularidade na convenção seria a presença de filiados ao PFL na lista de recadastramentos.
No Tribunal de Justiça, outras três ações judiciais questionando a convenção aguardam julgamento. Por enquanto, Doático dos Santos continua presidindo o partido na Capital. Ele entende que a convenção não foi encerrada e, por isso, seu mandato persiste. As 13 urnas, com cerca de 1,5 mil votos, estão sob a custódia do TRE.

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