Maringá - A chapa ''Mudança Já'' derrotada no domingo na convenção do PMDB de Maringá entrou ontem com medida cautelar na Justiça para obter o livro ata, a lista dos votantes e a urna utilizada nas eleições. O líder da ''Mudança Já'', advogado Ely Pereira Diniz, denunciou que integrantes da chapa ''Governador Roberto Requião'' limparam o nome de 2.100 filiados da lista prejudicando o acesso ao voto.
Diniz afirmou que quando estiver com as informações liberadas pela Justiça vai entrar com um pedido de impugnação da convenção de domingo. ''Os nomes dos filiados não poderiam ter sido retirados sem o devido processo de exclusão'', disse o advogado. Segundo Diniz, a chapa também vai denunciar por meio da ação judicial o uso de órgãos públicos estaduais em Maringá para a campanha da chapa ''Governador Roberto Requião'', liderada pelo superintendente do Meio Ambiente da Região Noroeste, Umberto Crispim. A chapa ''Mudança Já'' obteve 217 votos contra 596 da ''Governador Roberto Requião''.
Umberto Crispim negou ontem alterações na lista e disse que os nomes retirados foram a pedido da própria Justiça Eleitoral. Conforme Crispim, a atitude de Diniz ''não passa de história de um derrotado por 73% dos votos''. ''A nossa vitória é inquestionável'', disse Crispim.
O principal embate político das duas chapas está no fato de que a ''Mudança Já'' queria a entrada no partido da deputada estadual Cida Borghetti (PPS), mulher do deputado federal e ex-prefeito de Maringá, Ricardo Barros, como candidata a prefeita. Mas a ala do partido liderada por Crispim e pelo presidente da Câmara, João Alves Correa, que sempre esteve em rixa com o ex-prefeito Ricardo Barros não aceitou a filiação.
Com a vitória de domingo, a chapa ''Governador Roberto Requião'' pretende lançar a candidatura de Terezinha Pereira, irmã do ex-prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT), que morreu em setembro deste ano.

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