O registro da chapa ''Por uma Ivaiporã melhor'', composta pelo ex-prefeito Pedro Papin (PSDB) e por seu filho Alex Papin (DEM), para a prefeitura e vice-prefeitura de Ivaiporã (região central), gerou polêmica dentro do próprio ninho tucano e já levou ao ajuizamento de uma ação na Justiça Eleitoral pelo Ministério Público. A chapa de ''pai e filho'' é fruto da parceria fechada entre PSDB, DEM, PPS e PDT. O candidato a vereador do próprio PSDB, professor Adriano Marcos Diglio, contestou a indicação e chegou a ter negado seu pedido de registro pelo partido.
''Quando foi feita a convenção, o Papin deixou a candidatura de vice para depois. A escolha acabou sendo feita por ele sem o voto do diretório'', queixou-se Diglio. ''Pode ser até legal, mas é imoral. Virou a família real e a democracia foi por água abaixo.''
As críticas à chapa geraram reação contra a candidatura de Giglio. O ex-prefeito, que é presidente do PSDB, tentou impugnar o registro, alegando que seu nome foi vetado durante a convenção. A informação foi contestada pelo promotor eleitoral Cléverson Tozatte com base numa fita de vídeo gravada durante o encontro. ''A fita mostra que todos os candidatos a vereador foram aclamados, inclusive o Adriano. Como a resposta de Papin contém conteúdo diverso do que aconteceu, entramos com processo por falsidade ideológica'', explicou.
O MP também pede a condenação de Papin por ''desobediência'', já que ele deixou de encaminhar ao promotor uma cópia da ata da convenção.
O candidato do PSDB reagiu à acusação com nervosismo. ''Isso é palhaçada, ele (Adriano) está querendo ser candidato na marra. Não tem clima'', disse. Sobre a composição da chapa, disse que pode escolher quem quiser para ser vice. ''O dinheiro é meu e ponho quem eu quero: tio, tia, mãe...'' Em outubro de 2004, Papin renunciou ao mandato de prefeito após ser acusado de irregularidades em uma comissão de investigação da Câmara Municipal. Os outros três candidatos a prefeito de Ivaiporã são: Professor Ciro (PT), Dr. Neto (PRB) e Zé Balão (PMDB).

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