Chapa branquíssima
Batido o martelo: fim dos atritos, boa parte deles encenados, entre Cida Borghetti e Beto Richa decididamente em frente única em campanha majoritária, até porque não há outra alternativa e sabidamente se atuassem separados correriam riscos. Além disso têm um patrimônio comum: atenções que deram a todos os prefeitos do Paraná e de forma sistemática e sequencial. Não garante o apoio de todos, mas da maioria certamente.

Está criado um novo clima na chapa oficial: não há otimismo demais, mas a certeza de que a ação conjunta, que esteve por algum momento ameaçada, restabelece condições plenas de competição. Governo sempre foi fator de desequilíbrio e muito mais quando se trata de dois governos. Já se sabe que na campanha o senador Roberto Requião vai centralizar ataques abaixo da cintura justamente em Beto Richa.

O que não vão faltar serão dossiês negativos dos candidatos de um modo geral. Ideia de botar em confronto as três gestões de Requião contra as duas de Beto Richa no governo está entre as avaliações comparativas. Óbvio que isso será mais interessante em debates do que no estrito horário eleitoral de rádio e tv. De outro lado a grande aposta do pleito será no uso das redes sociais.

Sinais
Sinalizações positivas no horizonte: em julho o Paraná cresceu 14% na venda de automóveis. Nada mais nada menos que 10.528 unidades vendidas. Mercado de trabalho também em franca reação. De repente quem começa a sorrir é o Henrique Meirelles porque o Michel Temer sempre está rindo.

Safra de feminicídio
Não apenas o caso do casal de Guarapuava da mulher lançada do quarto andar, mas inúmeras outras cenas de violência marcam em todo o país os 12 anos da Lei Maria da Penha. Muita doutrina no ar, o que não melhora o sinal de impotência diante da escalada.

Desistência
A desistência do pedido de liberdade de Lula não impede que outros fatores da campanha, como por exemplo a exigência de que Fernando Haddad figure nos debates, podem precipitar o exame da elegibilidade do ex-presidente. Quanto mais tentam ganhar tempo em cima de suposta mobilização em torno do candidato preso maior a probabilidade de a qualquer momento o caso ser apreciado. Fugir todo o tempo é impossível. Depois do ministro Luis Fux agora é Gilmar Mendes quem se referiu à inelegibilidade aritmética de Lula.

Monotemático
O senador Alvaro Dias acha que arregimentações como a do centrão com Alckmin é parte de um plano de "abafa", desejado pela maioria da classe política, contra a Lava Jato. O tom de sua campanha é em cima da intangibilidade da operação judicial pelo que representa em termos civilizatórios de luta contra a impunidade e a corrupção. E faz uma comparação entre o apoio do centrão e a arca de Noé para configurar o que há de velho na política e em busca de salvação. A opção do candidato do "Podemos" pelo fluxo judicial se é tranquila para ele é constrangedora para os demais. Alckmin está enrolado no Rodoanel, do qual há vários presos.

Incêndio
Uma das versões sobre a causa do incêndio num apartamento ontem no Juvevê teria sido a carga prolongada de um celular. É uma das muitas hipóteses levantadas e só com o término do trabalho pericial é que se apontará a causa.

Prensa urgente
Está armado um esquema para garantir reajustes nas tarifas de transporte coletivo na súbita elevação da tarifa técnica, hoje valendo mais de R$ 4,70, vários pontos acima da real. Voltamos à discussão histórica da planilha e o assunto é técnico demais para ficar entregue à retórica de políticos. A renovação da frota, ainda que homeopática (ontem foram mais 15 ônibus e teremos 150 até o fim do ano), é um sinal de cumprimento contratual, mas o sistema carece de uma perícia, já que esse descompasso entre a tarifa técnica e a praticada leva jeitinho de matemágica. Com a maioria que o prefeito Rafael Greca tem na Câmara Municipal garante tranquilidade nas votações, tanto que o presidente da Urbs vai até lá como convidado e não convocado pela oposição.

Richa condenado
Aquele processo da viagem a Paris enquadrou o ex-governador Beto Richa e a mulher Fernanda e foi ontem julgado na 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça: por 3 votos a 2 houve condenação. Richa alegou que devolveu sobras de diárias e que vai recorrer. Mais dados negativos na campanha eleitoral.

Folclore
Emílio de Menezes viaja por uma área bucólica acompanhado do amigo Eduardo Prado. Ao passarem diante de uma casa de tolerância o companheiro quer mostrar habilidade na arte dos trocadilhos e aponta para o bordel, que era da Alice, e saca "Ali se vive do amor". Emílio rebate na hora: "e do ar do prado também".

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